Os Marianos 1670-1788

82 Atualmente, lugar do eterno descanso do Bispo Dom Estêvão Wiezbowski nos subterrâneos da igreja da Exaltação da Santa Cruz em Góra Kalwaria Retrato tumular do Bispo Dom Estêvão Wierzbowski, fundador e financiador de Góra Kalwaria brada, que dava ênfase ao amor fraterno, menos à disciplina, que servia muito bem para a formação mariana e para a preservação da observância religiosa. Infelizmente, na passagem do século XVII para o XVIII foi reconhecido como documento mais importante a Regra das dez virtudes da SVM, ao passo que a Norma vitae se tornou um documento secundário. Na história do relacionamento do Bispo Wierzbowski com os marianos é de admirar o seu diligente desvelo pela ordem e os empenhos para assegurar a sua existência material e espiritual. Naturalmente, um fator muito importante em tudo isso era a amizade do bispo com o Padre Papczyński, o grande respeito que tributava a ele mesmo e aos coirmãos marianos. Mas uma motivação igualmente importante para o incessante apoio aos marianos era o carisma deles, muitas vezes enfatizado pelo bispo, ou seja, o culto da Imaculada Conceição da SVM, e mais ainda o sufrágio às almas do purgatório, a respeito do que o bispo assim escrevia: “É preciso especialmente lembrar aqueles que pereceram em muitas guerras, durante as diversas epidemias e calamidades [...], que sejam obrigados a fazer companhia aos condenados pela lei à pena de morte”97. Essa obrigação confiada aos marianos repetidas vezes era mencionada em seus documentos. Acreditava que se tratava de uma imposição muito nobre, bela e misericordiosa, porque ski. Segundo o costume, na capa das constituições não constava o nome do autor. No entanto nesse caso enontrava-se ali o nome Wierzbowski, que aprovou a Norma Vitae e autorizou a sua publicação. K. Estreicher queria verificar a autoria, mas não pôde enontrar nenhum exemplar da Norma vitae, e por isso aceitou o sugerido nome do Bispo Wierzbowski. Karol Estreicher, Bibliografia polska, Seria I-III, t. 32, Kraków 1938, p. 186. A Norma vitae provavelmente foi publicada em 1687 numa pequena tiragem, da qual até hoje não se preservou nenhum exemplar. 97 Cf. S. Sydry, O. Stanisław, p. 159.

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