82 Atualmente, lugar do eterno descanso do Bispo Dom Estêvão Wiezbowski nos subterrâneos da igreja da Exaltação da Santa Cruz em Góra Kalwaria Retrato tumular do Bispo Dom Estêvão Wierzbowski, fundador e financiador de Góra Kalwaria brada, que dava ênfase ao amor fraterno, menos à disciplina, que servia muito bem para a formação mariana e para a preservação da observância religiosa. Infelizmente, na passagem do século XVII para o XVIII foi reconhecido como documento mais importante a Regra das dez virtudes da SVM, ao passo que a Norma vitae se tornou um documento secundário. Na história do relacionamento do Bispo Wierzbowski com os marianos é de admirar o seu diligente desvelo pela ordem e os empenhos para assegurar a sua existência material e espiritual. Naturalmente, um fator muito importante em tudo isso era a amizade do bispo com o Padre Papczyński, o grande respeito que tributava a ele mesmo e aos coirmãos marianos. Mas uma motivação igualmente importante para o incessante apoio aos marianos era o carisma deles, muitas vezes enfatizado pelo bispo, ou seja, o culto da Imaculada Conceição da SVM, e mais ainda o sufrágio às almas do purgatório, a respeito do que o bispo assim escrevia: “É preciso especialmente lembrar aqueles que pereceram em muitas guerras, durante as diversas epidemias e calamidades [...], que sejam obrigados a fazer companhia aos condenados pela lei à pena de morte”97. Essa obrigação confiada aos marianos repetidas vezes era mencionada em seus documentos. Acreditava que se tratava de uma imposição muito nobre, bela e misericordiosa, porque ski. Segundo o costume, na capa das constituições não constava o nome do autor. No entanto nesse caso enontrava-se ali o nome Wierzbowski, que aprovou a Norma Vitae e autorizou a sua publicação. K. Estreicher queria verificar a autoria, mas não pôde enontrar nenhum exemplar da Norma vitae, e por isso aceitou o sugerido nome do Bispo Wierzbowski. Karol Estreicher, Bibliografia polska, Seria I-III, t. 32, Kraków 1938, p. 186. A Norma vitae provavelmente foi publicada em 1687 numa pequena tiragem, da qual até hoje não se preservou nenhum exemplar. 97 Cf. S. Sydry, O. Stanisław, p. 159.
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