Os Marianos 1670-1788

61 tação da Paixão do Senhor”31. À distância de cerca de 15 metros da parte norte da igreja, isto é, por trás da sacristia, havia um outro convento. Nada se sabe a respeito dele, nem quando foi construído, nem as suas dimensões nem quando ruiu. Surge também a pergunta de qual deles foi o primeiro: aquele situado em volta da igreja ou aquele que se encontrava atrás da sacristia. Sabe-se apenas que o Bispo Wierzbowski doou aos marianos a igreja juntamente com o convento. Oscar Flatt, que visitou o Cenáculo em 1854, assim o descreveu: “Situado fora da cidade do lado sudoeste, no povoado chamado Wyględówka, apresenta hoje somente a triste imagem da devastação. A igrejinha de alvenaria, coberta de tabuinhas, tem o formato de um quadrilátero longitudinal e, se não fosse a cruz que sobre ela se levanta, facilmente podia ser confundida com alguma edificação caseira. Do lado da parede sul existiam até o ano corrente as edificações do convento, como se percebe, também construídas originalmente com pouco esmero; o mariano que atualmente reside junto a essa igreja mandou que fossem derrubadas e dos seus restos, para o seu maior conforto, mandou construir uma residência na herdade”32. O Padre Makulski, ao promover em 1962 uma reforma geral do Cenáculo, registrou: “À distância de 15 metros do lado norte da igreja, logo acima do açude atualmente aterrado, descobrimos os fundamentos de uma outra edificação. Esse muro foi edificado com mais solidez que o anterior [aquele em volta da igreja]. Pedras grandes, parcialmente desbastadas, uma profundidade maior e um trabalho mais sólido”33. Teixeira menciona que as paredes do Cenáculo eram ornamentadas de afrescos e pinturas “representando com toda a exatidão os Mistérios que se realizaram no Cenáculo do Senhor, num esplendor, numa aparência e perfeição dignas de uma Casa de Deus tão santificada e venerada”34. Mas, como informa Oscar Flatt, já em 1854 ambos os conventos estavam em ruínas. Das paredes haviam caído os afrescos e as pinturas. A água e a umidade que atingiam o Cenáculo mostraram ser uma força a tal ponto destruidora que os marianos não puderam dela dar conta. Os capítulos gerais por diversas vezes pediam a salvação da igreja, especialmente do túmulo do Padre Fundador, que no século XVIII foi mencionado por seis vezes, e tantas outras vezes foram feitos esforços para permitir a exumação dos restos do Padre Papczyński. O número dos 31 Oskar Flatt, Góra Kalwarya czyli Nowe Jeruzalem, Warszawa 1854, p. 68. 32 Ibidem. 33 E. Makulski, Dziedzictwo, p. 59. 34 Teixeira, n. 59.

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