413 Naquele mesmo ano o comissário também expediu o decreto que proibia a aceitação de novas fundações. Na realidade ele justificou essa decisão com o pequeno número dos marianos, mas em consequência dela seguiramse o marasmo e o cerceamento de novas fundações por cinquenta anos. É intrigante a falta, naqueles anos, de pelo menos uma breve biografia do Fundador dos marianos por eles redigida. Isso só foi feito pelo reformado Mansueto Leporini. Causa espanto, também, o transcurso da chamada dispersão de Rostkowski. Logo que surgiu a ocasião e a possibilidade legal, afastaram-se da congregação mais da metade dos seus membros, o que pode testemunhar a não aceitação daquele estilo de vida religiosa, mas também a falta de apego e amor à ordem. Relaciona-se com isso o problema da Confraria da Imaculada Conceição da S. V. M., com a qual se liga a questão da fidelidade ao legado do Padre Papczyński. Na Norma vitae de 1672 ele recomendava a fundação dessa confraria junto a todas as igrejas marianas. Mas foi somente em 1734, sob a influência do Pe. Casimiro Wyszyński, que foi fundada a primeira confraria em Puszcza Korabiewska5. As três circunstâncias acima citadas: a forma imposta da vida eremítico-penitencial, a adoção da Regra das dez virtudes e a falta das constituições próprias, bem como a dependência da ordem dos reformados, dificultavam muito a realização do primitivo ideal do Padre Fundador, levando a atritos internos e a divisões dentro da ordem. No presente trabalho procuramos demonstrar como alguns marianos, fiéis ao legado do Padre Papczyński e observando a Regra das dez virtudes, elaboraram para a ordem uma nova legislação religiosa. Trata-se dos Estatutos de 1723 e das Constituições de 1786, que em grande medida eram uma repetição das orientações encerradas em Norma vitae, com a sua adaptação às próprias disposições capitulares promulgadas, aos decretos da Santa Sé e ao âmbito geográfico, objetivo e numérico continuamente crescente dos trabalhos empreendidos. Transformações positivas ocorrem já nos anos quarenta do século XVIII e relacionam-se com a pessoa e a atividade do piedoso mariano Pe. Casimiro Wyszyński. O seu devotado trabalho formativo-educacional, os decretos reformadores e o exemplo da sua própria vida levaram ao fortalecimento espiritual dos marianos. Nas fileiras da vida religiosa apareceram os jovens e zelosos educandos do Padre Casimiro. Um estímulo para novas obras e novos trabalhos apostólicos foram também as eminentes vocações checas. No século XVIII cerca de cinquenta checos ingressaram na congregação dos marianos. Na segunda 5 Cap. Gen., 1734/12.
RkJQdWJsaXNoZXIy MjI2Mw==