414 metade do século XVIII teve início a expansão dos marianos, cujo apogeu ocorreu durante o governo do dinâmico e zeloso superior geral Pe. Raimundo Nowicki (1776-1788). Nesse período sofreu modificações o âmbito geográfico da ordem. Surgiram alguns postos nas áreas orientais da Polônia. Isso significou um sistemático deslocamento para o leste, desde Puszcza Korabiewska até Ostrzykowce, na região mais oriental da Ucrânia. Isso pode ser chamado de uma espécie de missão cultural e religiosa, visto que pelo próprio fato da sua fundação o convento significava um novo e geralmente importante centro religioso, cultural e econômico-colonial. Pareceu ser uma conquista a abertura dos novos núcleos em Roma, em Portugal e a tomada de posse do santuário mariano em Balsamão, mas num acerto de contas final essas iniciativas mostraram ser um insucesso para os marianos. Neste ponto convém enfatizar que sem delongas os marianos tentaram adaptar-se às sérias mudanças culturais, econômicas, pastorais e sociais que ocorriam na Polônia. Essa impressão não pode ser obscurecida pelos traços que iam surgindo naquela bela edificação, prenunciando uma crise muito profunda e séria na ordem, que se manifestou plenamente no período da época napoleônica. O dinamismo do desenvolvimento da ordem na segunda metade do século XVIII expressava-se na expansão, nos diversificados trabalhos pastorais. Percebe-se a animação dos marianos na solicitude pela renovação da sociedade, pela sua instrução. Na ordem ocorriam mudanças discretas mas profundas, que resultavam na abertura de escolas paroquiais, ambulatórios, na pregação de missões e de retiros. Ao mesmo tempo realiza-se o penoso sancionamento legal da reforma, encerrado com a separação dos reformados e coroado com a aprovação, por Pio VI, das Constituições reformadas. Mas não durou muito tempo o desenvolvimento dos marianos que se prenunciava tão bem. As partilhas, os levantes, as perseguições das ordens religiosas e as calamidades nacionais contribuíram para refrear esse desenvolvimento e para o surgimento da crise. Apesar da ampla pesquisa nos arquivos e das cuidadosas análises da historiografia mariana do século XVIII, existem muitas lacunas. Exige um esclarecimento a postura do Pe. Joaquim Kozłowski, acusado por alguns de agir em prejuízo da ordem, de tentativa de se nomear fundador dos marianos e de apagar a memória do Padre Papczyński. Em suas maquinações ele se baseou em alguns reformados amigos seus, aos quais convidou para dirigir a ordem dos marianos6. Por sua vez a total falta de documentação dos 6 Najstarsze świadectwa, p. 45; K. Wyszyński, Stróż, pp. 107, 143-144, 162-164, 227; F. Koralewicz, Additament, pp. 175, 176, 189, 190, 192.
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