Os Marianos 1670-1788

403 isso”229. Tinham objeções semelhantes o Pe. Tadeu Białowieski e o Pe. João Niezabitowski, mas o Padre Gołkowski não cedeu e reportou-se às antigas tradições relacionadas com o legado do Padre Fundador230. No final o esperado documento da aprovação foi expedido de acordo com os postulados apresentados pelo Padre Gołkowski. Parece que isso foi influenciado em grande medida não somente pelas argumentações, mas também pelo sincero e “insistente pedido” dirigido à Santa Sé e pelo apoio do Arcebispo Carlo Camuccio, que o Padre Gołkowski várias vezes havia solicitado. No dia 10 de março de 1786, autorizando a independência dos marianos, o Papa Pio VI publicou um breve com o seguinte conteúdo: “E como, de acordo com o que esse requerimento na sua continuação solicitava, o mencionado Norberto, Procurador-Geral, insistentemente pediu que a sua Ordem ou Congregação fosse por Nós separada da Ordem dos Irmãos Menores da Observância de S. Francisco, à qual, como mencionado, estava agregada e ligada [...], Nós a separamos e dividimos”231. Para a ordem dos marianos tratava-se de uma nova situação legal, que exigia uma reformulação de alguns artigos das constituições marianas, visto que agora os marianos já haviam alcançado a autonomia e juridicamente estavam subordinados ao Núncio Apostólico, à Santa Sé e aos seus delegados. O Padre Gołkowski assumiu a reformulação de alguns artigos das constituições, levando em conta os últimos decretos pontifícios e as resoluções dos capítulos marianos de 1782 e 1785 relacionadas com a obra da reforma da ordem. Enviadas à Congregação dos Bispos e dos Religiosos, após consultas realizadas, no dia 15 de setembro de 1786 as constituições marianas foram por ela confirmadas e enviadas para a aprovação do Santo Padre. No dia 27 de março de 1787 os marianos obtiveram a aprovação pontifícia das constituições adaptadas à nova situação legal, juntamente com os privilégios 229 Ibidem, carta de Tadeu Białowieski ao superior geral de 14.6.1786. 230 Ibidem. O Pe. Tadeu Białowieski e o Pe. João Niezabitowski apoiavam a opinião do secretário da Congregação na questão do estreitamento dos trabalhos empreendidos pelos marianos, mas “o Pe. Gołkowski não queria concordar com isso, exigindo permanecer com todas as antigas obrigações, que até agora, em vista do demasiado acúmulo, não pudemos cumprir e nunca cumpriremos (sic!) e então, que ele termine esse negócio como quiser. Eu não vou lhe atrapalhar, a não ser, por vontade Rev. Patris [do superior geral], pedir para nós na Bula o nosso único obiectum”. Dessa carta resulta que João Niezabitowski e Tadeu Białowieski não estavam convencidos de que os marianos pudessem realizar tão numerosas tarefas. Por sua vez o Pe. Raimundo apoiava esse direcionamento das ações e apoiava o Pe. Norberto Gołkowski. 231 O texto completo foi impresso juntamente com Constitutiones Ordinis Immaculatae Conceptionis Beatae Virginis Mariae Clericorum Regularium Marianorum, Romae 1787. O original, juntamente com as constituições e outros documentos relacionados com esse assunto, encontra-se em ASV. Secretaria Brevium, N. 4090, 1787 martii, II, 197-281.

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