402 e dos Religiosos, onde o memorial seria examinado e tudo seria decidido. Seria também necessária uma opinião positiva dos cardeais”226. Diante de tal posição da Congregação, o Padre Gołkowski teve que praticamente recomeçar o procedimento relacionado com a confirmação dos marianos, a reforma das constituições e a separação dos reformados. Ele teve que reunir os originais de todos os documentos necessários, providenciar o parecer do Núncio, as cartas de recomendação dos bispos poloneses e de outras importantes personalidades civis e levar à instauração do processo, que só se encerraria dois anos depois com o breve pontifício expedido em março de 1787. Em 1786, alguns meses antes da aprovação pontifícia da ordem, surgiu em Roma um novo problema, a respeito do que o Padre Gołkowski discretamente informou o superior geral. Eis que o mariano vindo da Polônia N. (de nome desconhecido) pleiteava que a reforma fosse promovida da mesma forma que havia ocorrido com os escolápios em 1669. “Antes que se torne formal a aprovação da ordem, anunciar aos religiosos que quem quisesse sair poderia fazê-lo, porque há muitos que se queixam na ordem e que fogem”227. O Padre Gołkowski advertia o superior geral de que na Polônia se mantivesse vigilante diante dessa opinião e não permitisse a sua divulgação, enquanto ele mesmo tomou em Roma as necessárias providências que bloqueassem tal solução228. Naquele mesmo tempo surgiu mais um problema. O secretário da Congregação dos Bispos e dos Religiosos, que estava preparando as constituições marianas para a aprovação, reclamou junto ao Padre Gołkowski dizendo que não podia vislumbrar nelas o objetivo principal. “Lendo os nossos estatutos, disse: Eu não posso adivinhar quais são as obrigações essenciais dos Reverendíssimos Padres. Tendes o coro, a obrigação pelos falecidos, as missões, as escolas, mas – dizia ele – era preciso ater-se a um único objeto (obiectum), pois de outra forma não dareis conta de tudo 226 Ibidem, carta de Norberto Gołkowski ao superior geral de 18.9.1785. Trata-se de uma extensa carta, repleta de inquietação, de preocupação com os recursos financeiros, com o transcurso da causa promovida. O Padre Gołkowski expressa nela o seu temor de que, segundo ele, a falsas opiniões sobre a falta da aprovação pontifícia para a ordem dos marianos chegassem à Polônia e a Portugal, mas acredita que, apesar das despesas e das dificuldades, a causa proposta pela Congregação devia ser levada adiante. As suas duas cartas seguintes descrevem o transcurso do difícil processo promovido, que já durava três dias e que, apesar das fortes acusações dos representantes da Congregação, graças à postura dos dois advogados marianos teve um final positivo para os marianos. 227 Prot. Rom., carta de Norberto Gołkowskiego ao superior geral de 20.5.1786. 228 Ibidem. Cf. carta de Tadeu Białowieski ao superior geral de 14.6.1786.
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