Os Marianos 1670-1788

401 A etapa seguinte da reforma empreendida era a obtenção da independência dos reformados. Com esse objetivo o Padre Gołkowski reuniu os necessários documentos juntamente com os esclarecimentos relacionados com os pontos controvertidos e elaborou o documento legal que permitia a separação da ordem dos marianos dos reformados. É preciso lembrar que alguns marianos não percebiam tal necessidade e não apoiavam essas ações, da mesma forma que não viam sentido nos empenhos relacionados com a abertura de uma fundação em Roma e com a aquisição da igreja de S. Vito. Naquele tempo, uma etapa muito importante no caminho da independência dos reformados veio a ser a questão da confirmação da ordem dos marianos, que já durante o governo do procurador Padre Spourny era seriamente levada em conta. Infelizmente o Padre Spourny menosprezou essa questão, acreditando que os marianos estavam aprovados com base no direito pontifício e que eram uma ordem religiosa no sentido pleno dessa expressão. Inesperadamente, em 1785 esse problema surgiu novamente no decorrer do processo da separação dos reformados e da reforma das constituições marianas. Quando o Padre Gołkowski, convencido de que a sua missão em Roma havia sido cumprida e preparando-se para voltar à Polônia, apareceu na Congregação dos Bispos e dos Religiosos para retirar os adequados documentos, o secretário geral o inquietou com a pergunta: “’Por que não vos empenhais pela aprovação da Santa Sé, já que ela vos é absolutamente necessária para que vos torneis verdadeiros religiosos, porque só fostes aprovados na Polônia pelo Núncio como uma irmandade ou um tipo de congregação? Depois disso podeis livrar-vos da obediência ao superior geral da Ordem dos Observantes, à qual pertenceis’. Mostrei-lhe a Regra e as Constituições, bem como a aprovação. Ele me respondeu que se tratava de certas compilações legais etc. e continuou falando o que lhe vinha à cabeça225. Falei que até então ninguém jamais havia duvidado da nossa verdadeira Ordem em nenhuma matéria e que até então éramos tidos como verdadeiros, úteis a Deus e aos homens, e que estava ouvindo pela primeira vez aquilo que ninguém em nosso país havia ouvido falar [...]. Respondeu-me que era preciso que houvesse a aprovação e a confirmação [...], que era preciso ter todas as provas autênticas e fornecer ao Papa um memorial sobre esse assunto. O Papa o enviaria à Congregação dos Bispos 225 Prot. Rom. Tadeu Białowieski, numa carta ao superior geral de 28.3.1786, expressou uma opinião semelhante a respeito dos marianos antes da separação deles dos marianos: “É o Pe. Gołkowski que está se empenhando pela Bula para a aprovação da nossa Ordem, porque até agora, da parte da Santa Sé, temos sido um grupinho de pessoas não reconhecidas como verdadeiros religiosos”.

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