389 Padre Spourny como da do Padre Niezabitowski resulta que nessa atividade eles se defrontavam com várias dificuldades, injustas acusações, com a interpretação errônea dos fatos históricos. Para se defender disso, o Padre Spourny, baseando-se em documentos dos tempos do Padre Papczyński, redigiu um livrinho, “suo stylo debito ad eundem effectum supplicem libellum”, no qual não falava de qualquer “agregação promovida pelo Padre Joaquim”. Enviou esse livrinho ao Santo Padre, a algumas congregações e à Nunciatura em Varsóvia178. No entanto verificou-se que os reformados se anteciparam a ele e transmitiram às congregações acima a sua própria posição e o seu ponto de vista sobre essa questão. Em resposta, a Congregação para as Causas dos Religiosos exigiu dos marianos os documentos, isto é, a regra, as constituições e todas as aprovações. Após a análise dos documentos apresentados, verificou-se que “quase em cada página se percebe alguma supremacia dos frades sobre os marianos”179. Preocupado com tal opinião, o Padre Spourny dirigiu-se ao procurador-geral dos reformados. Este, porém, causou-lhe uma inquietação maior ainda, porquanto o convenceu de que “acima de qualquer dúvida ocorrerá a confirmação de toda a supremacia dos frades sobre nós utilizada”, ou seja – como o interpretava o Padre Spourny – “enquanto existir a Ordem, do eterno predomínio que os frades quiserem ter sobre nós. Então já teríamos que pagar tributos anuais e sustentar as províncias deles”180. Em defesa da sua posição, o Padre Spourny adotou a verdade fundamental que em diversas circunstâncias apresentava: “Desde o início [...] a nossa Ordem desconheceu qualquer submissão e dependência de pessoas da Ordem Seráfica, que tem a Regra, as Constituições, o objetivo, o traje e as obrigações diferentes dos nossos [...]. É preciso sempre ater-se a esse fundamento. Segundo o Venerável Fundador, tratava-se apenas de fraternidade mútua, de um tipo especial de sodalício com a Ordem Seráfica”181. Com essa linha de defesa e com essa convicção dirigiu-se também ao superior geral dos franciscanos com o pedido de que ele quisesse servir de mediador e facilitar a solução das dificuldades que se avolumavam. Na solicitada audiência procurou convencer o superior geral de que os marianos eram uma ordem verdadeiramente autônoma, que tinha o seu Reverendíssimo Superior Geral. Assim escrevia a esse respeito: “Eu lhe enumerei os 178 Ibidem, carta de Cândido Spourny, 4. 179 Ibidem. 180 Ibidem. 181 Ibidem.
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