37 Da Oblatio à Fundatio Domus Recollectionis Após se afastar dos escolápios, Papczyński, sendo já então um renomado orador, um apreciado professor, confessor, educador da juventude e um zeloso e honrado sacerdote, recebeu muitas propostas de cargos eclesiásticos muito lucrativos. Tantos os bispos de Cracóvia, Nicolau Oborski e André Trzebicki, como o bispo de Poznań Estêvão Wierzbowski “desejavam ter em suas dioceses um varão de tamanha ciência e eminente santidade para a ajuda ao clero e para a edificação dos religiosos e dos fiéis. Mas ele, lembrado da promessa feita a Deus e guiando-se com a inspiração divina, heroicamente rejeitou todas as honras e prelazias. Concentrou toda a sua atenção na fundação da Congregação da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria”48, visto que, como ele mesmo escreveu: “A divina visão que estava gravada na minha alma, e relacionada com a fundação dessa Congregação da Imaculada Conceição da SVM, tendo eu renunciado a tudo, [...] impelia-me ao meu objetivo”49. A dedicação a uma congregação que difundia a honra da Imaculada era o coroamento e a síntese de toda a vida do Pe. Estanislau50. Não atendeu aos pedidos de alguns bispos e de ordens religiosas que o convidavam à sua agremiação, porque os seus pensamentos e o seu coração estavam ocupados com a visão da Sociedade da Imaculada, que desejava realizar o mais rapidamente possível. Segundo o Pe. André Pakuła, pelo menos já a partir de meados de 1669 ele trazia em si o ideal da nova comunidade, à qual, após ter deixado as Escolas Pias, queria dedicar-se inteiramente51. E eis que agora se abria o caminho para a realização dessas inspirações, que – disso tinha certeza – havia recebido de Deus. Como escreveu mais tarde: “Aquela visão enviada por Deus e relacionada com a fundação, apesar de tudo, [...] dessa congregação da Imaculada Conceição cravou-se em minha alma, atraindo-me a ela”52. No dia 11 de dezembro de 1670, no dia em que foi dispensado da Ordem das Escolas Pias, na presença do vice-provincial Pe. Miguel Kraus, o Padre Papczyński realizou a Oblatio, ou seja, ofereceu e consagrou a si mesmo “a Deus Pai Todo-Poderoso e ao Filho, e ao Espírito Santo, bem como à Mãe 48 APS 10 f. 194r-v. Zeznanie o. Dionizego Kisielińskiego; Wyszyński, Stróż, pp. 69-70. 49 S. Papczyński, Założenie Domu Skupienia 6, in: Pisma zebrane, p. 1458. 50 Cf. Andrzej Pakuła, Duchowość zakonna według Stanisława Papczyńskiego i wczesnej tradycji Zgromadzenia Księży Marianów, Warszawa - Lublin 2010, pp. 158-173. 51 Andrzej Pakuła, Błogosławiony Stanisław Papczyński, jako zakonodawca, in: Błogosławiony Stanisław Papczyński. Pisma fundacyjne, Warszawa 2007, p. 8. 52 S. Sydry, O. Stanisław, p. 68.
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