386 numerosos peregrinos ao seu túmulo169. E foi justamente isso que fez com que em 1955 fosse reiniciado o processo, que em 1989 foi concluído com a promulgação do decreto sobre o heroísmo das virtudes do Pe. Casimiro Wyszyński. A separação dos franciscanos reformados e a escolha de um caminho próprio A atividade do Padre Cândido Spourny “Quando por vontade e determinação do capítulo dei início aos empenhos e às negociações relacionadas com a confirmação da nossa ordem em Roma, aconselhei-me a esse respeito com o advogado Allegiani e com outras pessoas prudentes, não menos favoráveis à nossa Ordem. Todos eles eram unânimes em aconselhar que não pedíssemos essa forma de confirmação, de ratificação dessa forma de dependência do Ministro Geral da Ordem dos Observantes, na qual até agora, ainda que voluntariamente, nos encontramos [...]. Entretanto reconheceram como algo útil e muito necessário que nos empenhássemos por uma confirmação através da qual no futuro possamos libertar-nos de qualquer enganação dos reformados, de reconhecer ou de solicitar a supremacia deles sobre nós”170. Os marianos estavam conscientes do peso da dependência dos reformados, mas uns estavam convencidos de que assim devia ser e de que não havia outra saída, enquanto outros eram atemorizados. O Padre Estêvão Sydry assim sintetizou essa dependência: “Ela era um obstáculo ao livre desenvolvimento. Davam-se conta e defendiam-se disso os marianos, mas, enquanto eram frágeis e pouco numerosos, não podiam dar conta disso”171. Alguns meses após a sua chegada a Roma, após ter estabelecido contatos mais estreitos com diversos dignitários eclesiásticos, e após consultas com canonistas romanos e uma análise legal da situação dos marianos, que aliás gozavam do privilégio da isenção, com a ajuda do Pe. João Niezabitowski, o Padre Spourny começou a preparar o terreno para tornar a ordem independente dos reformados. Numa correspondência ao Pe. Raimundo Nowicki informava que após essas consultas havia chegado à conclusão de que 169 Ibidem, p. CVI. 170 Cartas, carta de Cândido Spourny, 4. 171 S. Sydry, Organizacja, p. 62.
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