384 mou-o no dia 29 de abril de 1780. Assim se chegou, nos anos 1781-1782, ao início da abertura dos processos apostólicos nas dioceses de Bragança e Poznań160. Durante a sua realização não houve quaisquer complicações legais, e parecia que a beatificação se encontrava ao alcance da mão. Em Poznań o processo foi concluído no dia 21 de julho de 1783, carimbado e preparado para ser enviado à Congregação dos Ritos. No dia 30 de setembro de 1783, ao deixar Roma, o Padre Spourny apresentou o relatório financeiro dos processos promovidos. Informou que no período 1776-1783 os processos haviam custado 2 260 escudos161. Em setembro daquele ano chegou a Roma o novo procurador-geral, Pe. Norberto Gołkowski, mas não trouxe consigo os documentos do processo. Segundo o Cardeal Estêvão Wyszyński, apresentou-se como obstáculo a situação político-social que se instalou na Polônia após a primeira partilha. Os governos dos ocupantes, da Áustria, da Prússia e da Rússia, proibiam que fossem levados para fora da Polônia quaisquer documentos ou dinheiro sem a autorização deles162. Por isso os documentos carimbados foram depositados no Arquivo Arquidiocesano de Varsóvia com a cláusula: “Não abrir sem a ordem expressa da Congregação dos Ritos”. Esses documentos permaneceram ali esquecidos por quase 200 anos163. Segundo o autor da Positio, por muito tempo reinou entre os marianos a convicção de que tal processo nem se havia realizado164. Foi somente “um acaso criminal, ou antes uma abençoada culpa” que fizeram com que em 1969 esses documentos fossem entregues aos marianos165. Da mesma forma, transcorreu sem resultado o processo na diocese de Bragança, iniciado em setembro de 1783, mas não se sabe se foi concluído, visto que os documentos nunca chegaram a Roma. (O processo tinha diversas etapas, e aqui se trata do processo apostólico). As razões foram 160 Ibidem, pp. XCV-XCVI. 161 AGM, Dom. Rom., Percepta et expensa, an. 1783. 162 Positio, Wyszyński, p. 461. 163 Ibidem, p. 462. 164 Ibidem. 165 O Pe. Ladislau Kwiatkowski, professor de História da Igreja no Seminário Diocesano de Varsóvia, antes da Segunda Guerra Mundial encontrou-os no arquivo e, conhecendo o seu valor, levou-os consigo. Enquanto isso, durante a guerra o arquivo foi consumido pelo fogo juntamente com os documentos. Após a guerra, nos anos sessenta, aquele padre apresentou-se aos marianos propondo, por uma soma considerável, a venda dos documentos do processo do Padre Casimiro. Os marianos se dirigiram ao Primaz Estêvão Wyszyński perguntando como deviam proceder. O Primaz não estimulava à compra de uma coisa furtada, de maneira que os marianos também desistiram disso. Posteriormente o Pe. Kwiatkowski ficou gravemente doente e antes da sua morte, em 1968, gratuitamente entregou os documentos aos marianos. Ele faleceu no dia 31 de agosto de 1968. Cf. Kalendarz Liturgiczny Archidiecezji Warszawskiej, Warszawa 1980, p. 288.
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