Os Marianos 1670-1788

370 esporadicamente noviços que depois eram enviados para a continuação dos estudos na Polônia. Tanto os candidatos italianos à ordem como os padres já ordenados recusavam ser enviados aos conventos na Polônia e na Lituânia, justificando isso com o grande frio naqueles países e com a grande distância91. Por exemplo, o Pe. Barnabé d’Ancona não foi admitido à profissão perpétua pela razão de que não concordava com a viagem à Polônia, temendo que ali perderia a saúde. Era também assim que fundamentava o seu pedido e a sua queixa encaminhada à Santa Sé92. Acontecia a mesma coisa com o Pe. José Sarti: “[Ele] fez a solene profissão perpétua após ter recebido um rescrito de Pio VI, o qual lhe concedeu a graça de que não seria enviado para fora das fronteiras da Itália [ou seja, para a Polônia]”93. Quando em 1798 Napoleão ocupou Roma, ordenou a todos os estrangeiros que deixassem a cidade, o que significava que também os marianos tinham que deixar o convento e a igreja de S. Vito. O único e o último mariano que permaneceu em Roma foi o Pe. José Sarti, mas a situação em que ele se encontrou no convento não era de invejar. Algumas cartas suas preservadas dos anos 1802 e 1803 pintam a imagem das dificuldades e dos perigos que ameaçavam a Igreja naqueles temos republicanos. O Padre Sarti se queixava de que os superiores não haviam conseguido transferir nenhum tipo de direitos, nem de propriedade nem relacionados com as importâncias aplicadas nos bancos, nem quanto ao convento, de modo que se sentia como um intruso e, além disso, estava sofrendo em razão da fome, do frio e da contínua ameaça da parte de diversos vagabundos e soldados republicanos. Levando em conta o mau estado da sua saúde e a vista fraca, a Congregação das Causas Religiosas dispensou-o da recitação do ofício do breviário e lhe propôs a transferência a alguma outra ordem. Um pouco depois foi sugerido que a igreja, o convento e os recursos deixados pelos marianos, juntamente com o pequeno jardim, tudo já abandonado, fossem transferidos à comunidade feminina das irmãs passionistas, junto às quais o Padre Sarti teria a assistência garantida. Parece que essas sugestões não foram postas em prática, porque em breve a igreja de S. Vito recebeu um reitor que nela fixou residência, e em 1806 foi aberto no convento um 91 ASV, Memoriali, vol. 242, f. 257r. Barnaba d’Ancona; Memoriali, vol. 244, f. 110, Barnaba d’Ancona „supplica la S. V. ordinare, che sia subitamente messo alla professione, basta, che li concedesse a non andare alla Polonia per la rigidezza del clima dove certamente non li regee la salute”. 92 Ibidem. 93 ASV, Congr. VV. et RR., Sez. Regolari, Maij 1802. Memorial do Pe. José Sarti ao Santo Padre Pio VI.

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