368 A sua morte e o seu sepultamento ocorreram na ausência do procurador Padre Spourny, que então se encontrava em Nápoles. As sérias dificuldades financeiras e administrativas relacionadas com o sepultamento recaíram sobre os dois “inexperientes romanos”, os padres Emérico Reubau e Félix Hadrawa, que residiam em Roma havia apenas um ano. O Padre Juliano Koprowski foi o primeiro mariano sepultado nos subterrâneos da igreja de S. Vito81. Por sua vez os padres Hadrawa e Reubau, após muitos pedidos, receberam do superior geral a autorização para voltarem à Polônia e no dia 16 de abril de 1782 deixaram Roma e o convento de S. Vito82. Como procurador-geral e superior do convento, o Padre Spourny manteve uma rica correspondência e fez detalhados registros relacionados com as receitas e as despesas do convento. Graças a isso temos muitos dados sobre os marianos que residiam em Roma, sobre as suas tarefas, as capelas e as igreja onde celebravam as Missas e os hóspedes que eles recebiam no convento de S. Vito. Desses dados se pode tirar a conclusão de que o Padre Spourny procurava manter contatos sociais, o que – como explicava ao superior geral – dava a possibilidade de ingressar mais facilmente no ambiente romano. Entre os hóspedes apareciam príncipes, pessoas religiosas, bispos. Por sua vez na relação das Missas celebradas aparecem as igrejas de S. Bibiana em Latrão, de Santa Maria Maggiore, de S. Lourenço, da Cruz de Jerusalém, de Sancta Sancotorum, de S. Martim e até, como registrou Cândido Spourny, 26 Missas foram celebradas junto ao presépio de Jesus83. Ele registrava detalhadamente não apenas o lugar da celebração, mas também o número das Missas celebradas. Por exemplo, em janeiro de 1780 os marianos celebraram 120 Missas, em outros meses 130, e até 14084, o que comprovaria que no convento residiam quatro ou cinco padres, membros do convento de S. Vito, como os padres Aloísio Długołęcki e Justino Skrzyński, a respeito dos quais nada se sabe85. Ao registrar as despesas com a alimentação, Spourny mencionava o número dos religiosos e as suas funções. Por exemplo: “Em junho, para alimentação de três padres 81 Album mortuorum, 22.9.1781; AGM, Domus Romana, Percepta et expensa, a. d. 1781; J. Vaišnora, Mariani Romae, p. 28. 82 Prot. Rom., carta de Cândido Spourny ao Pe. Isidoro Taudt de 1782. 83 AGM, Dom. Rom., Percepta et expensa, 1780-1783. 84 AGM, Domus Rom., Percepta et expensa, passim. 85 Aloísio Długołęcki, nasceu em 1728. Após a volta de Roma trabalhou em Mariampol. Faleceu no dia 11.11.1794. Foi sepultado em Mariampol. Cf. Album zmarłych, 11.11.1794. Por sua vez a respeito do Pe. Justino Skrzyński não se preservaram quaisquer informações. Provavelmente após deixar Roma ele se afastou da ordem dos marianos.
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