35 lhos”39. Adicionaram-se também à disputa antagonismos de caráter nacional, resultantes do fato de que a província instituída em 1662 envolvia duas nações: a polonesa e a alemã, à qual, além dos alemães, foram adicionados os eslovacos, os checos e os húngaros, que nem sempre se entendiam. Alguns religiosos, adversários do Padre Estanislau, começaram a acusá-lo falsamente, explicando erroneamente o seu zelo na estrita observância das normas religiosas, impostas pelo fundador, e especialmente relacionadas com a pobreza, o silêncio, e que normatizavam a organização religiosa. Em consequência disso o Pe. Estanislau Papczyński foi acusado diante do superior geral das Escolas Pias, Pe. Cosme Chiara, de arruaça e convocado a Roma40. A notícia da forçada viagem a Roma mobilizou os seus amigos para a defesa do coirmão injustamente acusado. Antes de empreender essa viagem, que mostrou ser uma viagem muito espinhosa, de muitas ordens religiosas e personalidades recebeu numerosos elogios e cartas de recomendação41. O núncio apostólico que então exercia essa função na Polônia, o Cardeal Galeazzo Marescotti, após ter tomado conhecimento da questão, exigiu a sua investigação judicial pelos próprios escolápios. Instaurou-se uma investigação, após o término da qual o principal acusador do Padre Estanislau, o Pe. Venceslau Opatowski, na realidade declarou que a postura de Papczyński era “antes zelo que arruaça [...], o Padre Estanislau não foi nem é um arruaceiro, nem um traidor, nem tramou contra a Ordem. Estará sujeito a um pesado castigo quem ousar chamá-lo arruaceiro”42. Mas na realidade eram apenas palavras lançadas ao vento, que na prática não acarretaram nenhuma consequência prática. Venceslau Opatowski, que não suportava O Padre Papczyński, nem tentou advertir os acusadores, e isso também não melhorou o relacionamento entre Estanislau Papczyński e os seus superiores. 39 S. Papczyński, Oświadczenie odchodzącego do Rzymu, in: Pisma zebrane, pp. 1414-1416; S. Sydry, O. Stanisław, pp. 68-60. 40 APS 10 f. 121. Zeznanie o. Benedykta Hoeniga; f. 147, zeznanie o. Cypriana Fijałkowskiego; Apologia wystąpienia z Zakonu Szkół Pobożnych, in: Pisma Zebrane, pp. 1427-1429; Positio, Papczyński, pp. 99-104. 41 „Verum fuit, quo dum Servus Dei Stanislaus Romam vocatus iter arriperet, multi eum suis Literis commendatitijs munierunt, quas etami Epistolas originales ego Testis legi, et vidi, et quo plures homines Servum Dei noscentes summopere indolebant, cum Dei Servus Romam divertentes Eos relinqueret”, APS 10, f. 147, zeznanie o. Cypriana Fijałkowskiego. Cf. também: Leporini, n. 29; Wyszyński, Stróż, p. 68; S. Sydry, O. Stanisław, pp. 61-63; Positio, Papczyński, pp. 102-104. 42 Positio, Papczyński, pp. 118-119, 142-143; S. Sydry, O. Stanisław, p. 65.
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