Os Marianos 1670-1788

34 de quem os pronunciava, a sua inteligência e humildade granjearam-lhe entre os fiéis a fama de um “zelosíssimo” e “famoso pregador”34. Mansueto Leporini cita o elogio com que o distinguiu a ordem dos Camáldulos: “O pregador, em sua Ordem das Escolas Pias e como apreciado professor de retórica, tornou-se famoso na cidade real de Varsóvia, e até uma inabalável coluna e especial adorno da sua Ordem na Polônia”35. Importa observar que a ordem dos escolápios foi capaz de apreciar as virtudes e a ciência do Padre Estanislau, o qual, servindo e participando de muitas importantes áreas da vida religiosa, ao mesmo tempo levava uma profunda vida interior. Foi pedagogo nas escolas escolápias, prefeito e educador, moderador da Irmandade de Nossa Senhora das Graças em Varsóvia, vice-postulador no processo de beatificação do fundador dos escolápios, José Calasanz. Segundo os biógrafos, graças ao bom conhecimento da teologia, da global erudição, da bela eloquência e de muitas outras virtudes, Estanislau Papczyński foi igualmente um confessor muito apreciado. “Muitos bispos, prelados, príncipes e senadores, muitas pessoas eminentes, homens e mulheres, escolhiam-no para si como um extraordinário Varão de Deus, como seu diretor de consciência e guia da alma”36. Mansueto Leporini afirma que “por três anos foi confessor do núncio apostólico, do futuro papa Inocêncio XII, e diretor espiritual de muitos, muitos outros”37. Em 1664 teve início um doloroso conflito entre o Padre Estanislau e os seus superiores. O motivo da disputa era a questão da disciplina religiosa e do ideal da extrema pobreza. Na primeira fase relacionou-se com a eleição do superior da Província Polonesa e dos seus assistentes, que até então eram indicados em Roma pela administração geral38. Estanislau Papczyński acreditava que as normas do papa Alexandre VII permitiam a eleição dos superiores na própria província e por isso reconheceu que o capítulo da Província Polonesa devia realizar-se na Polônia, não em Roma. Enfatizava que o superior geral desconhecia a situação de um determinado país não conhecia suficientemente as pessoas que estava indicando. No entanto as ações por ele empreendidas tinham adversários “entre os padres mais ve34 S. Sydry, O. Stanisław, p. 51. 35 Leporini, n. 29. 36 Teixeira, n. 43. 37 Leporini, n. 26; APS f. 360, zeznanie o. Izydora Taudta; APS f. 168 n., zeznanie o. Cypriana Fijałkowskiego. 38 Positio, Papczyński, pp. 86-143.

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