Os Marianos 1670-1788

366 ças e indulgências, os mesmos de que gozavam os outros conventos, igrejas e residências deles. Autorizou a celebração dos sacramentos, a atividade pastoral e formativa diante dos candidatos que se apresentavam70. Em 1779, residiam no convento de S. Vito três sacerdotes marianos: Cândido Spourny, João Niezabitowski e Félix Hadrawa. Em meados daquele ano o Padre Niezabytowski viajou para ficar um ano na Polônia, levando consigo um italiano, candidato ao noviciado mariano71. No final daquele ano apresentou-se o candidato seguinte, Aloísio Bondi, que na igreja de S. Vito vestiu o hábito mariano e em março de 1780 iniciou o noviciado em Balsamão, Portugal72. Após a conclusão do noviciado voltou a Roma, onde iniciou os preparativos para a ordenação sacerdotal. No decorrer de alguns meses ele recebeu todas as ordens menores e maiores e no dia 28 de outubro de 1781, com uma dispensa especial da Santa Sé73, recebeu a ordenação sacerdotal na igreja dos marianos de S. Vito, que lhe foi conferida pelo Arcebispo Carlo Camuccio. Aquela foi a única ordenação de um mariano italiano na igreja de S. Vito, visto que os outros marianos italianos eram ordenados na Polônia, enquanto que o Padre Bondi, após permanecer um ano com os marianos, em julho de 178274, com a aprovação da Santa Sé, transferiu-se ao convento dos beneditinos em Vallombrosa75. No dia 17 de setembro de 1780 vieram à comunidade mariana em Roma o Pe. Juliano Koprowski e o Pe. Emérico Reubau. Além de assumirem as obrigações pastorais, eles iniciaram os estudos de teologia na Universidade romana “La Sapienza”, bem como a cooperação com a obra da reforma da ordem. No entanto a situação com que se defrontaram no convento encheu-os de pessimismo, e até de 70 Bullarium Romanum, t. VI, pp. 220-221. Pius PP VI, Ad perpetuam rei memoriam, Breve „Studia ac sollecitudines” de 4.8.1780. “Dicti monasteri cum omnibus illis adnexis emptionis et venditionis contractum necnon dictam concessionem ecclesiae sanctorum Viti et Modesti cum omnibus et singulis iuribus, privilegis ac praeminentiis [...] auctoritate nostra Apostolica tenore praesentim approbamus et confirmamus... ita ut monasterium praedictorum ac ecclesia Sanctorum Viti et Modesti eidem monasterio adnexa omnibus ac singulis gratis et indultis, quibus aliae domus seu conventus et ecclesia fratrum ordinis praedicti utuntur, fruuntur et gaudent, ac uti, frui et gaudere possunt et poterunt quomodolibet in futurum pari modo, ac in eadem ecclesia religiosi praedicti omnia divina ministeria peragere, quae ad maiorem Christi fidelium utilitatem ac divisi cultus incrementum iuxta memorati ordinis regulas ac institutum spectabunt, libere ac licite possint et valeant auctoritate et tenore praedictis concedimus et indulgemus.” 71 Prot. Rom., carta de João Niezabitowski ao superior geral de 13.2.1779. 72 Vargas, Memória, p. 43. 73 ASV, Sez. Brevi, Pius VI-1781, Mariani Italiani, f. 248r. 74 ASV, Pius VI, 1781-Sez. Brevi 3962, f. 248r; B. Jakimowicz, A Cloud of Witnesses, pp. 3536. 75 B. Jakimowicz, A Cloud of Witnesses, pp. 35-36.

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