Os Marianos 1670-1788

365 pagassem apenas 2 400 escudos, tanto quanto os cistercienses haviam despendido para a reforma da igreja e do convento de S. Vito67. A aquisição da igreja e do convento de S. Vito Vencidas todas as dificuldades, no dia 12 de julho de 1779 os marianos assinaram o contrato final com os cistercienses e lhes pagaram mil escudos de entrada, que segundo o contrato seriam perdidos se no decorrer de um ano eles não pagassem a importância total. Dois dias depois, no dia 14 de julho, os marianos tomaram posse do convento e da igreja68. Pagaram a importância devida com atraso, em duas prestações, a primeira no dia 4 de agosto de 1781 e a segunda no dia 29 de dezembro daquele ano, mas os cistercienses concordaram em esperar pacientemente. O convento e a igreja assumidos estavam em bom estado, mas desprovidos de qualquer mobiliário e de paramentos litúrgicos. O Padre Spourny dedicou todo o ano de 1780 à aquisição dos móveis e objetos de uso comum mais necessários. Num relatório encaminhado à nunciatura em Varsóvia, em 1780 o Padre Nowicki escreveu que no novo posto, junto à igreja de S. Vito, residiam três religiosos. O documento encerra também o pedido da instituição canônica formal do convento69. Em consequência desses pedidos e da intercessão de diversas personalidades pelos marianos, no dia 4 de agosto de 1780 o Papa Pio VI, por força do breve apostólico Studia et sollicitudines, aprovou oficialmente a casa religiosa junto à igreja de S. Vito e S. Modesto, e de S. Crescência, e concedeu aos marianos todos os direitos, privilégios, gra67 As questões financeiras do convento de S. Vito administradas pelos marianos são extremamente emaranhadas. Parece que no final os custos da compra do convento foram cobertos pelos marianos da Polônia. Os 5 mil escudos prometidos aos marianos pelo Arcebispo Camuccio foram parar nas mãos do Duque Augusto Sułkowski, que nunca os devolveu. Cf. B. Jakimowicz, A Cloud of Witnesses, p. 60. Uma prestação de contas diferente foi apresentada pelo Pe. Spourny. Cf. AGM, Dom. Rom. Expensa et percepta. E são também diferentes as importâncias que aparecem nas despesas polonesas despendidas para Roma. Os coirmãos: Juliano Koprowski, Félix Hadrawa, Emérico Reubau, Norberto Gołkowski, Jan Niezabitowski acusavam Cândido Spourny de esbanjamento diante dos convidados, especialmente dos das esferas mais elevadas, e de sovinice nas refeições no convento, bem como de desonestidade. Cf. Prot. Rom., cartas, passim. 68 B. Jakimowicz, A Cloud of Witnesses, pp. 60-61. 69 ASV, Arch. Nunz. di Varsavia vol. 127, f. 129r-130r. “Insuper tres sacerdotes resident Romae ad ecclesiam S. Viti, quam obtinuit Ordo Marianorum una cum monasterio RR. PP. Ordinis Cisterciensium et ea propter humillime supplicat praefatus Ordo Illustrissimum ac Excellentissimum Dominum Episcopum Posnaniensem ac alios Illustrissimos Praesules Regni Poloniae, ut per gratiosas forum instantias praefata ecclesia s. Viti una cum monasterio a S. Sede Apostolica pro Ordine PP. Marianorum approbetur ac pro formali conventu declaretur.”

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