Os Marianos 1670-1788

360 poderão ser ampliadas de maneira que possamos ter espaço para mais do que dois ou três [religiosos]”41. Com o objetivo de fortalecer os marianos em Roma o Padre Spourny se utilizou de todos os meios e recursos, nem sempre de acordo com a lei religiosa. No final de 1777 providenciou para si junto à Congregação das Causas dos Religiosos e Bispos o título e o cargo de visitador dos marianos e arbitrariamente nomeou o Pe. João Niezabitowski secretário do procurador-geral, pelo que recebeu uma repreensão do superior geral. Ele se justificava dizendo que não era por ambição pessoal, da qual estava livre, mas para a solução de diversos assuntos, porque para os oficiais eclesiásticos em Roma todo título tinha significado. Também a nomeação do Padre João como secretário era apenas um subterfúgio, pois em Roma não havia um procurador que não tivesse um secretário, por isso o Padre Spourny explica: “Procedi assim para evitar as zombarias [...], especialmente tendo compreendido que o Pe. João não tem as qualificações”42. Pelas ações acima ele pedia ao superior geral que lhe perdoasse aquela decisão tomada por conta própria. Compreendendo essa situação, para fortalecer a posição de Spourny nos círculos eclesiásticos e marianos, e atendendo ao seu pedido, decidiu “pro decore Religionis nostra Mariana ad Lauream Doctoratus promoveri” e anunciar isso aos marianos numa carta circular”43. Entretanto a questão da compra da igreja de S. Vito não avançava. A maioria dos membros da congregação continuava a não compreender essa necessidade, e principalmente a necessidade de para isso arcar com tão elevados custos. O Padre Spourny empenhava diversos esforços e apresentava também outras propostas, como a aquisição de uma igrejinha e de um convento em Nápoles ou nas proximidades de Turim. Com esse objetivo, no dia 21 de julho de 1778 enviou a Nápoles seu sócio Pe. João Niezabitowski, a respeito do que informava numa carta: “O meu sócio viajou a Nápoles, de lá à Sicília. Se conseguirmos o lugar que lá pensamos adquirir, será preciso enviar da Polônia a Roma um outro padre”44. E o Padre Niezabitowski, numa carta ao superior geral, justificava-se dizendo que não via a necessidade de sempre permanecer em Roma e que “desejando [...] a felicidade e a difusão para a sua ordem”, viajou para procurar um lugar no Reino da Sicília”45. Apesar das propostas vantajosas teve que voltar a Roma, 41 Cartas, carta de Cândido Spourny ao superior geral de 15.12.1777. 42 Ibidem, carta de Cândido Spourny de 16.12.1777. 43 Ibidem; Cap. Gen., carta circular do Pe. Raimundo Nowicki aos coirmãos de 20.2.1778. 44 Prot. Rom., carta de Cândido Spourny ao superior geral de 5 de agosto de 1778. 45 Cartas, carta de João Niezabitowski ao superior geral de 8.10.1778.

RkJQdWJsaXNoZXIy MjI2Mw==