Os Marianos 1670-1788

348 lidade na Cidade Eterna os padres escolápios, e na segunda vez ele se hospedou no albergue junto à igreja polonesa de S. Estanislau2. Por três vezes realizou essa difícil viagem com uma missão oficial da ordem o Pe. Joaquim Kozłowski: em 1691 juntamente com o Padre Papczyński, e depois, nos anos 1699-1701 e 1723, quando obteve a aprovação pontifícia para a ordem dos marianos. Todas as vezes contou com a hospitalidade dos frades reformados, aos quais os marianos eram afiliados, tanto mais porque com alguns deles o Padre Joaquim mantinha laços de amizade. Nos anos quarenta e cinquenta do século XVIII encontramos vários marianos “perambulando” pelo Estado Eclesiástico3. Em 1722, por vias indiretas, através da França e da fronteira espanhola, embora sem planejar isso, chegou a Roma o jovem peregrino Januário Francisco Wyszyński, que no dia 18 de novembro de 1723, na igreja de S. Estanislau em Roma, vestiu o hábito mariano. Já como mariano, em 1731 viajou novamente a Roma para – de acordo com a recomendação do superior geral André Deszpot – “buscar um remédio para a dissensão na Congregação” e tomar providências com o objetivo de adquirir e abrir ali algum núcleo religioso”4. Ele permaneceu em Roma por mais de dois anos, utilizando-se da hospitalidade dos frades reformados no convento de Ara Coeli. As duas estadas de Wyszyński em Roma e a experiência adquirida nos contatos com as repartições romanas para a solução de diversos assuntos religiosos conscientizaram-no de quanto era importante possuir naquela cidade uma procuradoria própria. Era por isso que, estando na Polônia, pressionava os padres capitulares para a sua organização, tanto mais porque na congregação haviam se acumulado muitos problemas e questões que exigiam a urgente intervenção e o posicionamento da Santa Sé. No dia 12 de novembro de 1750, no capítulo em Skórzec, o Padre Casimiro foi delegado a Roma como procurador-geral para resolver assuntos urgentes da ordem. Ele chegou ao destino no dia 30 de abril de 1751, juntamente 2 Tratava-se de um albergue fundado em 1578 pelo Cardeal Estanislau Hozjusz, que devia servir aos peregrinos da Polônia e da Lituânia que ali vinham, bem como aos delegados religiosos que vinham a Roma para tratar de assuntos eclesiásticos. 3 Wyszyński, Diariusz, pp. 231, 253. Escrevia a esse respeito o Pe. Casimiro Wyszyński que por Roma estavam perambulando “o Pe. Pedro e o Pe. Miguel [marianos], como vagabundos. [...] Como malandros eles perambulavam pelas ruas, maltrapilhos e sujos”. Cf. Arquivo da igreja polonesa de S. Estanislau em Roma. Liber nomina et cognomina Polonorum ad Almam domum, (Mariani Pellegrini In Loreto). 4 Positio, Wyszyński, s. 77. “Videndo eum Ordinem nostrum diverse distrahere velle, seipsum quasi humus Ordinis Patriarcham facjendo et Venerabilis Institutoris memoriam depredendo, Romam proficisci debui quisbuslibet novitatibus obstare in animo habens.”

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