Os Marianos 1670-1788

349 com o secretário indicado Pe. João Câncio Szkraffer e o “servo”, um irmão religioso. Essa já era a terceira estada do Pe. Casimiro em Roma. No dia 28 de agosto daquele ano o Padre Szkraffer e o irmão religioso, em razão das dificuldades anteriormente mencionadas5, deixaram Roma e voltaram à Polônia6. O Padre Wyszyński lá permaneceu e cumpriu com zelo as obrigações de procurador, apesar de se defrontar com muitas dificuldades, tanto materiais como de saúde, visto que o atormentavam diversas doenças, causadas por exemplo “pela umidade no aposento dos hóspedes” que lhe havia sido destinado para residir. Igualmente proporcionavam-lhe muitos problemas as pessoas hostis, que lhe perturbavam a solução dos assuntos religiosos. Mas não desalentava com isso, e antes da planejada viagem a Portugal tentava motivar o superior geral Caetano Wetycki a que fosse mantido ainda que aquele sucedâneo de procuradoria, insistindo que fosse enviada “para este lugar uma pessoa sadia, mais jovem e ágil”7 que, ao suceder-lhe, sem falta devia providenciar em Roma um posto para os marianos caso ele não conseguisse fazê-lo antes de viajar a Portugal8. Sabendo que havia poucos dispostos a viajar tanto a Roma como a Portugal, explicava com ênfase ao superior geral a importância e o significado dessa questão: “No entanto seria bom que alguém permanecesse em Roma, tanto para obter uma fundação, caso ela ocorra, como para assegurar o ganho da nossa causa. Porque, quando perceberem que já não há em Roma ninguém [dos nossos], podem encaminhar contra nós algo novo e mais sério, e nós não saberíamos de nada. É preciso também que um procurador permaneça em Roma”9. Finalmente, no dia 6 de agosto de 1752, ele recebeu a alegre notícia de que havia sido destacado para Roma, para o cargo de procurador dos marianos, o Pe. Aleixo Fischer, e que o Pe. Beno Bujalski devia viajar com ele a Portugal10. Os padres marianos chegaram a Roma no dia 2 de novembro daquele ano. A procuradoria mariana em Roma havia sido momentaneamente salva. De novembro de 1752 a maio de 1753 o Pe. Aleixo Fischer, juntamente com o Pe. Wyszyński e o Pe. Beno Bujalski, residiu em Roma, 5 Cf. o capítulo Procurador-Geral em Roma, pp. 233 e ss. 6 Wyszyński, Diariusz, p. 202. 7 Ibidem, p. 264. 8 Ibidem, p. 265. 9 Ibidem, p. 313. 10 Cap. Gen., 1752/1. “Decisum est Romam mittere ad requisitionem tam Reverendissimi Generalis, quam Commissari Generalis ex forum perlectis litteris Rev. Patris Alexium Fischer pro Procuratore Generali in negotiis occurentibus Congragationis nostrae.”

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