343 assinalado, por sua vez, que em 1783 existia um convento em Lisboa com seis religiosos, em Algoso com onze, em Cedavim com quatro375. Não foi informado apenas quantos eram em 1783 em Balsamão, mas, a julgar pelo tamanho do convento e pela importância do lugar, era ali que o seu número era maior. Preservaram-se ainda os dados de 1796, nos quais se informava que no convento de Balsamão residiam então catorze padres, seis irmãos religiosos, dois agregados e três empregados376. O documento não menciona seminaristas nem noviços, mas o Padre Vicente da Purificação, por muitos anos superior da comunidade portuguesa, era um sacerdote muito zeloso e muito se empenhava pelas vocações religiosas. Os dados preservados de 1786 mencionam doze seminaristas que estudavam em Balsamão377. O mencionado A. José de Sá Vargas descreveu a ampliação do convento e dos prédios adjacentes em Balsamão, promovida com dinamismo durante o governo do Pe. Fischer. Surgiu um novo dormitório (1779), “quase inteiramente preenchido de celinhas”, o refeitório, as cozinhas, os porões, a sala capitular e “um novo coro construído para a mais confortável recitação das horas canônicas segundo as normas da ordem”378. Na igreja foram construídos quatro altares e foram promovidas outras importantes reformas. Ao visitar esses lugares, A. José de Sá escreveu com admiração e reconhecimento: “É preciso reconhecer que não faltavam ao santuário preciosos379 ornamentos, apesar da breve existência do convento e dos mui modestos rendimentos”. Na virada de 1783 para 1784 faleceu em Balsamão o Pe. Aleixo Fischer. Após a sua morte o advogado romano Vincenzo Calozzi, que representava os marianos em Roma, escreveu ao presidente de Balsamão: “Muito me entristeceu a notícia da morte do eminente religioso Pe. Aleixo de S. Otaviano”380. Igualmente o superior geral dos marianos Pe. Raimundo Nowicki tinha em elevado apreço os méritos, as virtudes e o zelo religioso do Padre Fischer. Numa carta circular, dirigida a todos os marianos, enfatizou as importantes realizações do falecido, o seu amor à congregação, a sua ardente devoção à Imaculada e ao Padre Fundador. Chamou-o um dos mais 375 Album mortuorum Patrum ac Fratrum 1700-1890. Esses dados foram fornecidos na data da morte do Pe. Fischer, isto é, 31 de dezembro de 1784. 376 B. Jakimowicz, The Marians in Portugal, pp. 88-89. 377 Prot. Rom., Carta do superior de Balsamão ao superior geral na Polônia, de 10.2.1786, pp. 92v -93 r. 378 Vargas, Memória, p. 43. 379 Ibidem. 380 Prot. Bals., 249.
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