Os Marianos 1670-1788

344 beneméritos padres na ordem dos marianos381. Por sua vez um historiador e conhecedor da história do Padre Wyszyński e do Padre Fischer deixou este testemunho sobre o segundo: “Seguindo os passos do Servo de Deus Pe. Casimiro, entregou a sua vida inteiramente à Congregação dos Marianos, sonhando com o seu desenvolvimento. Tornou famoso o ‘Santo polonês’, Pe. Wyszyński, enquanto ele mesmo se ocultou na sombra do esquecimento, em meio a sofrimentos e trabalhos pela glória de Deus e da Imaculada”382. Os marianos, moldados em Portugal pelo piedoso Pe. Casimiro Wyszyński, formados por quinze anos pelo seu zeloso sucessor Pe. Aleixo Fischer, durante os oitenta anos da sua atividade, em tempos difíceis para a Igreja, deram a Portugal muitos cultos e piedosos religiosos e zelosos sacerdotes e tiveram um excelente desenvolvimento. Todos os conventos marianos foram extintos em 1834 na onda da perseguição geral das ordens religiosas. Naquele tempo eles eram: em Algoso – catorze marianos; em Lisboa – cinco; em Balsamão – dezenove. Os candidatos dispostos a ingressar na ordem eram muitos, mas o número máximo de admissões era limitado pela autoridade real383. 381 Prot. Domus Skórc., p. 55. “Ille est Admodum R. P. Alexius Fischer olim Comissarius noster in Lusitania Generalis, qui disseminatis in Regno Poloniae boni Ordinis Germinis, pro bono Ordinis, ac ejus incremento Exterissis Regionum oris zelo promovendae Religionis suae ductus continuo plurima egit, et nos in Regno Lusitaniae plurimum semper adiuvit; ille est enim. Qui secutus vestigia Ven. S. Dei Casimiri Wyszyński ex obedientia anno 1756 non abhorruit longinquam petere Lusitaniae Regionem, ille est qui in officio existens Comissarij nostri Generalis per plurima annorum tempora apud magnates, quorum fruebatur gratia, pro gloria Dei Matris nostrae honore, ac docore Ordinis exantlatis licet viribus agere non erubuit. [...] plurima etiam sunt alia quae ille emeritus Pater cum laude et honore gessit et fecit, indefessus in Ordine operarius, ac Magnae Matris cultor, quae ist hic, enumerare longum foret.” 382 APPM, pasta B. Jakimowicz, biograma do Pe. Aleixo Fischer. 383 Piotr Gach, Zakon marianów w XIX wieku, in: Marianie 1673-1973, pp. 84. O autor adverte que os dados estatísticos fornecidos são aproximados, porquanto alguns marianos, por influência das perseguições, haviam deixado os conventos já em 1832 e 1833.

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