339 com confiança para o futuro. Após a adequada preparação espiritual, no dia 16 de julho de 1778 os dois primeiros portugueses fizeram a solene profissão religiosa357. Em junho de 1776, no capítulo geral foi eleito superior geral o Pe. Raimundo Nowicki358. Ele avaliava de forma positiva a missão portuguesa e via com grande benevolência os padres que ali trabalhavam. Numa carta a ele enviada no dia 16 de julho de 1778, o Padre Fischer o informava a respeito do progresso na formação e no desenvolvimento da missão, dos votos professados por toda a comunidade, a respeito de que já havia uma casa especial para os noviços e de que no noviciado havia até alguns sacerdotes, mas de que a casa era pequena e não havia espaço para os aspirantes359. Na sua carta expressava também a sua inquietação pela dependência da jurisdição episcopal e pela ingerência do bispo nos assuntos da ordem360. Apesar das dificuldades, o coração do Padre Fischer se encheu de esperança. Após anos de dificuldades e incertezas, haviam surgido condições favoráveis ao desenvolvimento e era possível organizar uma vida religiosa normal. Por isso começou a se empenhar por novas fundações. Em 1780 os marianos se estabeleceram na localidade de Sabadelhe, na diocese de Lamego, onde a partir de 1782 era eleito um superior com plenos direitos e autônomo. No ano seguinte os marianos deixaram esse núcleo e se mudaram para Cedovim, na mesma diocese. Embora tivessem contado ali com a grande benevolência do bispo, da população e das autoridades civis, já em 1789 tiveram que abandonar o local em razão da falta da aprovação dessa fundação da parte do governo361. Em março de 1780 veio a Balsamão o candidato Aloísio Bondi, italiano, que para lá foi encaminhado pelo procurador-geral com o objetivo de concluir o noviciado. O Padre Fischer ficou preocupado com essa decisão, visto que as severas leis portuguesas não permitiam a permanência de estrangeiros nas casas religiosas sem a permissão das autoridades362. No entanto, esse candidato concluiu sem problemas o noviciado e em junho de 1781 voltou a Roma para empreender estudos. Em janeiro de 357 Prot. Bals., 228-229. 358 Cap. Gen., pp. 396-397. 359 Vargas, Memória, p. 42. 360 B. Jakimowicz, The Marians in Portugal, pp. 79-80. Numa carta ao núncio em Lisboa, o mencionado bispo acusava os marianos de não observarem a jurisdição episcopal, de transgredirem os direitos paroquiais que exigia o pároco da paróquia de Chacim, e de excessiva ligação com as autoridades na Polônia. 361 Prot. Bals., 239-241. 362 B. Jakimowicz, A Cloud of Witnesses, pp. 35-36.
RkJQdWJsaXNoZXIy MjI2Mw==