337 que ele manifestava publicamente dizendo que “não pretende ficar em Balsamão”345. Segundo A. José de Sá Vargas, após alguns dias o Padre Richter deixou Balsamão e voltou à Polônia346. Fez a mesma coisa o Padre Czubernatowicz, que – segundo o Pe. Boleslau Jakimowicz – deixou Balsamão em junho de 1766347. O superior geral Pe. Jacinto Wasilewski “demonstrou uma grande insatisfação em razão da volta deles e queixou-se numa severa carta de advertência ao Padre Fischer, ao qual em grande medida atribuía a culpa daquilo”348. A situação piorava com as narrativas negativas dos padres que voltavam da “excursão” a Portugal, os quais, querendo justificar a sua volta, lançavam a culpa na situação que reinava em Balsamão, dizendo que ali não havia o espírito religioso e faltava a obediência349. O Padre Fischer explicava ao superior geral que eram os próprios padres que queriam voltar à Polônia, e que o aumento do número dos religiosos estrangeiros “sem a autorização do rei e por vias laterais é algo arriscado e pode comprometer seriamente o comissário e a ordem que queremos fundar”350. A administração da ordem na Polônia não depositava confiança no Padre Fischer e no Padre de Buffo. O superior geral acusava a ambos de falta de obediência e de espírito religioso351, o que era um amargo mal-entendido. Nessa situação o Padre Fischer apresentou ao superior geral por escrito a sua renúncia ao cargo de comissário geral em Portugal. No capítulo realizado em Mariampol em 1776 foi aceita a sua renúncia, e para o cargo de comissário foi indicado o Pe. Cândido Spourny, também checo, que após solucionar importantes assuntos devia viajar juntamente com o Pe. João Niezabitowski a Portugal e ali assumir o cargo de superior dos marianos352. Desconhecidos são os motivos por que esses dois marianos nunca chegaram a Portugal, mas, tendo chegado a Roma, permaneceram ali por vários anos. 345 Ibidem, 156. 346 Ibidem, p. 41. 347 B. Jakimowicz, O. Aleksy Fischer, p. 58; cf. Vargas, Memória, p. 41. Segundo o Padre Fischer, após alguns dias estada ambos os marianos deixaram Balsamão e voltaram à Polônia. 348 Vargas, Memória, p. 41. 349 Ibidem. Cf. Prot. Bals., 163. “21 Novem. [1766], epistola haec indicat non bonam opinionem de nobis, quatenus nostra culpa patres Poloni e, Balsamão redijssent ad Poloniam, et cum hactenus Visitatio canonica in hoc coenobio non fuerit peracta... brevi visitationem Generalem nobis minatur.” 350 Vargas, Memória, p. 41. 351 Prot. Bals., 163. 352 Prot. Bals., 207. “Praepositus Pater R. Nowicki STL. Cuius literae declarant acceptam fuisse meam resignationem ab officio Comissarij, et constituunt novum Comissarium P. Candidum Spourny, missum Romam cum Processiculo V.lis Patris Casimiri, et inde Portugaliam cum socio P. Ioanne Niezabitowski.”
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