330 não lhe queriam obedecer eram por ele chamados demônios, e a respeito do Padre João do Rosário ele se pronunciava de forma negativa, dizendo que sentia aversão a ele, e muitas vezes com ele discutia. As desavenças e os conflitos intensificavam-se a tal ponto que ameaçavam com a divisão e a perturbação da comunidade, e talvez até com a sua dissolução. No entanto o Padre Fischer não estava disposto a desistir do cargo ocupado e da autoridade exercida. No dia 2 de abril de 1758, o Irmão João, após uma severa discussão, e apesar das tentativas de persuasão e da delicadeza do Padre Fischer, despiu o hábito mariano, declarando que estava deixando os marianos para sempre. Em breve viajou à casa de seus pais em Lisboa e lá empreendeu diversas ações inamistosas diante do Padre Fischer315, que lamentou profundamente esse fato e assegurou as suas sinceras intenções diante do religioso ofendido: “Que ninguém no futuro pense que quisemos prejudicá-lo, que a ordem se mostrou ingrata diante dele, que o afastamos do nosso círculo, porque afinal ele foi a primeira vocação portuguesa. De maneira especial sentimos uma profunda gratidão diante da sua família e dos seus parentes, que foram tão grandes benfeitores nossos. Sempre diante deles permanecerá na memória a nossa gratidão”316. A instauração do processo de beatificação do Padre Casimiro Ao se defrontar com as dificuldades acima, o Padre Fischer recorreu a meios sobrenaturais, da mesma forma que outrora o seu mestre, Padre Casimiro, que nas dificuldades depositava toda a confiança na Imaculada e na instauração do processo de beatificação do Padre Fundador, estando convencido de que justamente isso traria à ordem a renovação espiritual, a estabilização e a bênção317. Na realidade, já antes da sua vida a Portugal, o superior de Balsamão Pe. João do Rosário, alguns meses após a morte do pore matutini, dum omnes in choro recitassemus, omnia sua exportari fecit e claustro ad forasterium ibi dormiturus, cui cum proposuissem bono modo et amore Dei, ut videret inconvenientias tantas attentas etc Daemoni, Daemonio clamavit, porro venien ad refectorium caenanatibus nobis cum magno strepitu et clamore se inter alia declaravit, velle se omnia Regi deffere, etc. etc. Sicq in nullo audens se opponere communitas sequenti Dominica, eum habitum mutatum cum omnibus dimisit, sicq. exeunte eo intrante Christo pax huic domui facta est”. 315 Vargas, Memória, p. 40; Prot. Bals., 73. 316 Prot. Bals., 73. 317 Testemunho de Aleixo Fischer em: Najstarsze świadectwa, pp. 75-76; Zygmunt Proczek, Śladami Założyciela. Kazimierz Wyszyński o Stanisławie Papczyńskim, Licheń Stary 2007, pp. 42-43.
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