328 o engajamento das autoridades religiosas no estabelecimento mais rápido possível do contato com o convento em Portugal. Eles chegaram a Miranda no dia 4 de março de 1758. De lá, após obterem a autorização e a jurisdição do bispo e do cabido, no dia 8 de março se dirigiram a Balsamão, onde “foram bem recebidos pelo Ir. João de Deus e pelos eremitas”310. Aleixo Fischer chegou a Balsamão como comissário geral, tendo plena autoridade sobre os marianos em Portugal. No decreto expedido no dia 11 de setembro de 1757 lemos: “Pelo presente concedemos toda a autoridade necessária para resolver todos os assuntos relacionados com a aceitação de noviços, a admissão à profissão, a aceitação de novas fundações, segundo a regra primitiva do nosso Instituto Polono-Mariano. [...] Tudo que for tratado, realizado e resolvido por ele deve ser reconhecido como se por nós mesmos fosse realizado e resolvido”311. Mas não durou muito a harmonia, a união e a paz no convento de Balsamão, visto que já no dia 23 de março eclodiu uma disputa e um severo conflito relacionado com competências. Esse conflito tinha uma base reivindicatória e nele pode ser percebida certa analogia com a dissensão que ocorreu entre o Padre Papczyński e Joaquim Kozłowski, o qual reconheceu que o fato de ter resolvido em Roma a aprovação pontifícia da ordem e o reconhecimento das novas constituições lhe dava o direito de se apresentar 310 Vargas, Memória, p. 40. 311 Prot. Bals., 69. Coleção de documentos do século XVIII relacionados com os Marianos portugueses
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