317 sas em Portugal, religiosas e leigas272. Era também um devoto da Imaculada Conceição. Assim informava a seu respeito o Padre Casimiro ao superior geral: “Na nossa rede caiu um peixe grande, porque o próprio Fundador da nova ordem da Imaculada Conceição [...]. O Ir. João de Deus com prazer ligou-se a mim. Trata-se de uma pessoa oriunda de uma família importante. Na festa da Anunciação da Santíssima Virgem Maria, 25 de março, eu o vesti com o nosso hábito, de acordo com as nossas cerimônias. Isso aconteceu na presença de pessoas dignas, na capela do seu cunhado [...]. Juntos demos início aos empenhos por uma fundação para a nossa ordem”273. Estando convencido da intercessão do Padre Fundador na questão da missão portuguesa, durante a sua estada no convento franciscano, por gratidão, redigiu a sua biografia: Vita Venerabilis Servi Dei Patris Stanislai a Jesu Maria, que serviu de base para o Pe. João Teixeira escrever uma extensa biografia do Padre Papczyński em língua portuguesa274. A sua publicação contribuiu sobremaneira no processo de beatificação o Padre Estanislau. A caminho de Balsamão O Irmão João de Deus, por ser procedente da diocese de Miranda, conhecia o asilo de Balsamão275, no qual se encontravam os piedosos irmãos 272 Positio, Wyszyński, pp. 245-246; Vargas, Memória, p. 33. 273 Wyszyński, Diariusz, pp. 410, 413. 274 J. Teixeira, Vida do Venerável Servo de Deus Estanislau de Jesus Maria, Lisboa 1757, pp. XXIV + 256; em versão polonesa: Żywot Sługi Bożego o. Stanisława Papczyńskiego, trad. M. Wiśniewski, Stockbridge 1962. 275 A colina de Balsamão abrange uma área de cerca de trezentos hectares, na qual na antiguidade os exércitos romanos construíram a sua fortaleza. Os maometanos, que nos séculos VIII e IX conquistaram a Espanha e Portugal, edificaram nessa colina uma fortaleza e cobravam dos cristãos um determinado tributo. O peso mais cruel do tributo era a obrigação de cada povoado fornecer aos muçulmanos uma jovem moça. Os cristãos se defendiam, mas não podiam vencer os muçulmanos. Durante uma dessas lutas veio em auxílio dos cavaleiros a Santíssima Virgem segurando um vaso com bálsamo e ungindo as feridas deles, o que lhes dava força e entusiasmo. Os muçulmanos foram vencidos e expulsos. Após a expulsão deles limpou-se a mesquita, que foi dedicada à Santíssima Virgem, e foi construído um Eremitério. Em honra de Nossa Senhora a colina foi chamada Balsamão (bálsamo à mão). No final do século XVI os devotos de Maria de Balsamão fundaram a “Confraria de Santa Maria de Balsamão”, aprovada e agraciada de privilégios no dia 30 de junho de 1605 por Pio V. No século XVIII surgiu o Asilo de Nossa Senhora de Balsamão, que foi aprovado em abril de 1740 com o nome “Congregação de Nossa Senhora de Balsamão”, à qual pertenciam alguns terciários de S. Francisco. Eles buscavam uma forma mais severa de vida e o apoio em alguma ordem mariana. Essa situação deles coincidiu com a busca do Pe. Casimiro Wyszyński de algum lugar onde pudesse dar início à fundação da sua ordem em Portugal. A convite dos eremitas, no dia 6.9.1754 o Pe. Wyszyński chegou a Balsamão e foi amigavelmente recebido pelos eremitas e pelo bispo de Miranda, do qual obteve o documento
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