318 da Ordem Terceira, mas que não eram professos. Ele estava convencido de que aquele lugar era o ideal para justamente ali o Padre Casimiro fundar o convento mariano e difundir o culto da Imaculada. O bispo da diocese de Miranda (hoje Bragança) era o carmelita Frei João da Cruz, ao qual juridicamente estava subordinado o convento em Balsamão. Ele compreendia os problemas da comunidade de Balsamão, composta de terciários de S. Francisco, que eram dirigidos por um único sacerdote, Jerônimo da Santíssima Trindade. Tratava-se de “um venerável padre, modelo de virtude, a cujo zelo se deve a construção das capelas da Paixão do Senhor”276. Ele dava assistência espiritual aos terciários e cuidava da situação material deles. O Padre Wyszyński, juntamente com João de Deus, enviou ao bispo um pedido pedindo a agregação dos terciários de Balsamão, adicionando uma informação sobre os marianos num santinho (um pequeno retrato) do Padre Fundador. Uma outra carta foi encaminhada aos eremitas, que inicialmente não estavam decididos a se juntarem aos marianos como estrangeiros de estatutos desconhecidos, porque “não sabendo exatamente quem são vossas reverendíssimas, não podem os eremitas expressar a sua aprovação, pois poderia vir alguém que poderia comer e dissipar o que eles com tanto esforço haviam acumulado”277. O bispo conhecia pessoalmente a comunidade de Balsamão e sabia da aspiração dos seus membros a uma vida mais perfeita, despertada e cultivada pelo piedoso Padre Jerônimo. Ele tomou as medidas necessárias e, após entendimento com os terciários, facilitou ao Padre Wyszyński e ao Irmão João de Deus o acesso ao asilo, e também concordou com a incorporação dos terciários à ordem dos marianos. Expressou isso claramente numa extensa carta dirigida no dia 11 de julho d 1754 ao Padre Casimiro: “Recebi a carta e o memorial de Vossas Reverendíssimas, cujo conteúdo é o projeto da fundação de um novo convento da Vossa Ordem em Balsamão. Não respondi de imediato, porque tive que analisar o projeto, obter informações sobre o Vosso Instituto, perguntar aos residentes de Balsamão [...]. Vou ajudar de acordo com as minhas possibilidades [...], os irmãos de Balsamão Vos receberão com grande amor, visto que desejam agregar-se a alguma ordem com votos [...]. Desejo sucesso e desenvolvimento. Que Deus Vos conserve por longos anos”278. da autorização, a nomeação para superior da comunidade em Balsamão, a permissão para aceitar candidatos, para conferir aos eremitas o hábito mariano e outros necessários privilégios. Esse documento é considerado como o início da fundação dos marianos em Portugal. 276 Vargas, Memória, p. 35. 277 Ibidem, p. 34. 278 Prot. Bals., 13-14. Contém uma cópia da carta. Cf. Vargas, Memória, 34.
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