313 de Portugal250. O Padre Casimiro e o Padre Bujalski dedicaram os últimos dias antes da partida de Roma a orações nas basílicas romanas e a despedidas dos amigos e compatriotas. No dia 14 de maio de 1753 iniciaram a longa e penosa viagem a Portugal, que devia durar cerca de um mês, mas que na realidade, em razão de muitos obstáculos, como tempestades, borrascas e piratas, durou cinco meses. Todos os insucessos, as humilhações e a falta de dinheiro para tão longa viagem foram vivenciados pelo Padre Wyszyński com humildade, a sós em seu coração e em sua consciência. Ele escreveu a primeira carta ao superior geral somente quinze meses depois, quando na Polônia os coirmãos já se inquietavam em razão dele e se iniciou uma ampla investigação a respeito da missão assumida. Na carta ele informava o superior geral a respeito das dificuldades por que havia passado: “Passamos por muito perigos, a tal ponto que a nossa vida estava suspensa por um fio [...] em tanta angústia nos encontramos em razão dos bandidos marítimos. [...] Estávamos no máximo perigo [...]. Pela Divina Providência [...] fomos salvos. Isso foi um milagre. [...] Eu somente rezava de acordo com a nossa prática: ‘A Imaculada Conceição de Maria Virgem seja a nossa salvação e proteção’”251. Após muitas dificuldades e perigos chegaram a Lisboa no dia 10 de outubro252 e começaram a procurar o Padre Salazar, que em nome do rei estava convidando os marianos a Portugal, prometendo-lhes boas condições de trabalho e de desenvolvimento. No entanto toda essa iniciativa mostrou ser um mal-entendido e uma mistificação, visto que nem o rei nem ninguém das importantes personalidades portuguesas havia expressado o propósito de estabelecer tal ordem em Portugal. Além disso, naquele tempo as ordens religiosas se defrontavam em Portugal com grandes dificuldades na sua ação, o que era característico de toda a época do Iluminismo253, e o seu representante típico em Portugal era então Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, um influente político e primeiro-ministro daquele reino nos anos 1750-1777, que de fato detinha todo o poder e buscava a reforma do Estado no espírito do absolutismo esclarecido e 250 Prot. Ord., p. 244; Positio, Wyszyński, p. 232. „A. D. 1753 5 Maij in aedibus S. Silvestri. R. mus D. Joannes Baptista de Mari Praepositus Generalis Clericorum regularium benigne concessit Adm. Reverendo Patri. Casimiro Wyszyński, Ordinis Immaculatae Conceptionis B. V. Mariae facultatem distribuendi in Portugalia scapulare ceruleum Ejusdem Immaculatae Conceptionis.” 251 Wyszyński, Diariusz, p. 395. Carta ao superior geral de 3.8.1754, pp. 409-411. 252 Prot. Bals., p. X; Positio, Wyszyński, p. 241, nota 46. 253 Vargas, Memória, p. 31.
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