312 Entretanto no dia 8 de agosto de 1752 o ministro geral dos franciscanos, tendo dúvidas quando à notícia que circulava sobre o convite do rei aos marianos, determinou que os que se dirigiam a Portugal se detivessem em Roma enquanto não obtivessem a convocação do rei. Quando no dia 1 de novembro daquele ano o Padre Bujalski e o Padre Fischer vieram a Roma e se alojaram no convento dos franciscanos em Ara Coeli, o ministro geral dos franciscanos mandou que eles esperassem pela vinda e pelas disposições do ministro geral, o que despertou a inquietação do Padre Casimiro. O ministro geral só chegou em abril de 1753, e o Padre Wyszyński imediatamente foi ter com ele, querendo sobretudo obter informações a respeito de quem estava convidando os marianos a Portugal e qual era a verdadeira razão desse convite246. Então ele teve uma desagradável surpresa. Assim ele relatou o transcurso daquele diálogo: “O Padre Ministro Geral [...] começou então a me convencer de que era melhor desistir daquele empreendimento, que era melhor voltar à Polônia e esperar uma outra convocação. No entanto eu respondi que de forma alguma poderíamos voltar, para a nossa vergonha diante do mundo inteiro. Em toda a parte havia sido anunciado que os marianos haviam sido enviados da Polônia [a Portugal]. Também em Roma se sabia disso, e grande seria a vergonha se agora voltássemos à Polônia. [...] De forma alguma podemos voltar à Polônia, que isso traria vergonha a nós e à Ordem”247. O ministro geral, duvidando do sucesso da missão dos marianos248, abordou a questão com ceticismo e aceitou a viagem com resistência, apresentando uma severa condição: “Se o ministro português não te der as patentes, não ouses viajar para lá”. Ao se preparar para a viagem, o Padre Wyszyński não informou os superiores na Polônia a respeito dos numerosos avisos, das ameaças e incertezas, mas somente pediu aos coirmãos a oração por ele e pela obra que estava empreendendo exclusivamente “pela difusão do culto de Maria Santíssima”249. Preocupado com esse culto e com os privilégios espirituais para a missão assumida, no dia 5 de maio de 1753 providenciou junto ao superior geral dos teatinos o privilégio de benzer, impor e difundir o escapulário da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria no Reino 246 Positio, Wyszyński, pp. 237-238. 247 Wyszyński, Diariusz, p. 379. 248 Basileu Pires dos Anjos, Venerável Frei Casimiro. Testemunhos daqueles que o conheceram, Fátima 2000; em versão polonesa: Ojciec Kazimierz Wyszyński: ten, który zaszczepił marianów w Portugalii, in: Janusz Kumala [red.], Wierny mariańskiej drodze, Licheń Stary 2007, p. 37. 249 Ibidem, p. 385.
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