311 não somos capazes de difundir a Ordem e o culto da Imaculada Virgem. Portanto, é preciso quanto antes enviar aqueles que forem indicados”241. No entanto faltavam candidatos. O Padre Szkraffer, que o Padre Casimiro havia apresentado e com o qual contava, escusou-se alegando “fraqueza”. Negaram-se também outros. O Padre Casimiro escrevia com amargura ao superior geral: “Não sei mais quem vai trabalhar. Se os jovens são fracos e incapazes, então nós, os mais velhos, o que vamos fazer?”242. Fez de tudo para mobilizar os marianos não convencidos. No decorrer de alguns meses escreveu cartas sobre esse assunto ao Pe. Antônio Casimiro Ostrowski, seu parente e mais tarde primaz da Polônia, a Teodoro Casimiro Czartoryski, bispo de Poznań e a diversos outros dignitários religiosos e leigos, bem como a seus amigos, pedindo o apoio deles. É de espantar a sua paixão missionária, que o leva a incessantemente pressionar e estimular o superior geral. Aponta com pesar a falta de compreensão e de responsabilidade dos marianos: “Muitos expressam a admiração porque os nossos não se estão preparando para viajar a Portugal, e eu não lhes posso assegurar que já se encontram a caminho. Por essa razão duvidam de mim e me consideram um contador de fábulas. Desconfiam que estou inventando. Não podem compreender que numa ocasião tão favorável para a expansão da nossa Ordem possa haver tanta displicência da nossa parte. Às perguntas do superior geral e de muitas pessoas amigas da nossa Ordem não sei o que responder, e a minha vergonha é muito grande”243. Após muitas dificuldades, incertezas e expectativas, no dia 6 de agosto de 1752 veio finalmente da Polônia a boa notícia: Para trabalhar em Portugal, o conselho geral havia aceitado a sua candidatura, e para seu cooperador foi designado o Padre Beno Bujalski, enquanto que em Roma, no lugar do Padre Casimiro, as obrigações de procurador-geral deviam ser assumidas pelo Pe. Aleixo Fischer244. No entanto essa alegria em breve foi perturbada, visto que sobre a “expedição a Portugal” surgiram nuvens negras. Inicialmente o comissário geral dos irmãos menores, julgando que era o próprio rei de Portugal que estava convidando os marianos, estimulou o Padre Casimiro à viagem e à organização da missão: “Optime facies si tu ibis illuc”245. 241 Ibidem, pp. 304-305. 242 Ibidem, p. 305 243 Ibidem, p. 312. Carta de 15 de julho de 1752. 244 Ibidem, p. 324. 245 A. José de Sá Vargas, Memória acerca de Balsamão, Braganca 1859, versão polonesa: Wspomnienia o Balsamão, trad. M. Wiśniewski, Stockbridge 1964, p. 31, [a seguir: Vargas, Memória].
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