287 familiar de estirpes poderosas123. Com certeza estendeu sobre os marianos um mecenato amplamente compreendido a família Czartoryski, que, ao confiar a função de capelães da família aos marianos, instituiu uma tradição de privilegiadas relações que se estendeu por várias gerações. Por mais de cem anos os marianos serviram como teólogos, capelães e confessores de Leonor e Miguel Frederico Czartoryski em Wołczyn e em Varsóvia, da filha deles Alexandra Sapieha Czartoryski em Siedlce e Puławy, do príncipe Adão Czartoryski em Puławy, da filha dele Sofia Czartoryska Zamoyska em Maciejowice, e da outra filha, Maria Wirtemberg, em Puławy e em Paris, no solar do ministro Félix Lubieński, colaborador de Miguel Czartoryski, bem como no solar dos Sapieha, aparentados com os Czartoryski124. É preciso aqui mencionar, embora isso ultrapasse os limites temporais do presente trabalho, a capelania no solar da princesa Alexandra Czartoryska Ogińska, para a qual, a partir do ano 1791, exerceu o ministério de capelão e teólogo o Pe. Severino Pachta. O Padre Pachta, que anteriormente, juntamente com o mariano Pe. Arnoldo Fortunat havia trabalhado na paróquia de S. Estanislau em Siedlce125 como vigário, distinguiu-se pela cultura, pela ciência teológica e pelas virtudes, e justamente esses seus valores decidiram que a princesa quisesse tê-lo como capelão no seu solar, para o que as autoridades religiosas expressaram a sua aprovação126. Graças à alta remuneração que recebia da princesa e da família Czartoryski, ele generosamente apoiou os conventos marianos127. Em breve, porém, o seu relacionamento com a ordem se deteriorou, e até se rompeu. O Pe. Tadeu Białowieski, eleito em 1793 para superior geral, não sendo adepto das capelanias e enxergando nessa forma de atividade uma “fonte de laicização e de corrupção”, decidiu 123 H. Gapski, Mecenat nad marianami, pp. 63-69. 124 J. Kosmowski, Marianie, pp. 188-196. 125 Arch. Archidiec. Lub. Visitas às igrejas das diaconias: 1) Decania de Luków em 1790. 2) Da mesma decania em 1791. „JXX Arnold, y Pachta Maryanie ze Skórca; Wikariuszowie ab officio Lucovien[[sem] ad sex menses y zaświadczenie od swego przełożonego klasztoru skórzeckiego w Dyecezyi poznańskiej sytuowanego, jako odprawili rekolekcje tego roku, okazali.” 126 Arch. Dioc. em Drohiczyn. Livro das visitas às decanias de Siedlce 1808-1816, sygn. XIII/Y/1. „Capellanus Severianus Pachta, Ordinis Marianorum, cum licentia suos superiores apiduo penes Capellam residet obligationibus fundatoris satisfacit et nemo eum detulit ut a morallitate deviare positum.” 127 Nos livros de contabilidade de Goźlin e Puszcza por diversas vezes são informadas as importâncias que esses conventos recebiam do Padre Pachta. Cf. anos 1791, 1792, 1793, 1798. Testemunha a alta remuneração que ele recebia o fato de ter legado em testamento, em 1818, a elevada importância de 18 mil zlótis em prol da igreja paroquial em Siedlce. Cf. Arq. Nacional em Siedlce. Documentos dos notários de Siedlce 1810-1818, n. 99, reg. 16, documento n. 12, c. 45-46.
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