286 religiosa representada pelos marianos. Por isso o amigo da ordem, o Bispo João Nepomuceno Kossakowski, advertia até o superior geral Raimundo Nowicki diante da iminente ameaça, que poderia levar à dissolução da ordem caso ele não empreendesse as reformas116. A respeito do Padre Isidoro Taudt o historiador mariano Pe. Estêvão Sydry escreveu: “Mui benemérito tanto diante da Igreja como diante da ordem, faleceu (1792) com fama de santidade”117. Igualmente digna de atenção, no contexto analisado, é a pessoa do Pe. José Mraas, a respeito do qual seu biógrafo escreveu: “Graças às extraordinárias aptidões intelectuais e ao trato cativante, ao seu caráter bondoso, à sua sincera humildade e prudência, foi cordialmente amado tanto pelos coirmãos como pelas pessoas leigas. Especialmente as classes superiores e as pessoas tituladas o tratavam com respeito e o convidavam para suas casas”118. Por cerca de vinte anos (1765-1782), com breves intervalos, exerceu ele o ministério de capelão e teólogo no solar dos condes Butler em Kaliningrado119. Como capelão deles, graças a diversos conhecimentos que travou, regulamentou as questões relacionadas com a propriedade de alguns conventos marianos. No dia 12 de março de 1789, após a repentina morte do superior geral Pe. Estanislau Mogień, assumiu as suas obrigações e dignidades120. Em 1791 foi eleito superior geral. Numa carta circular recomendava aos superiores que tratassem os religiosos com benevolência e que se relacionassem com eles com amor fraterno121. Em breve adoeceu e, com o objetivo de fazer um tratamento de saúde, convidado pela condessa Josefina Butler “singularis benefactores”, viajou ao seu solar em Żemosław e lá faleceu no dia 28 de fevereiro de 1793. Após a sua morte, o vigário geral Pe. Adriano Ignatowski encaminhou uma extensa carta aos coirmãos, na qual informava a respeito dos méritos, da vida e da morte do falecido122. Segundo o Pe. Boleslau Jakimowicz, “ele foi um dos mais eminentes marianos de origem checa”. O historiador Henrique Gapski afirma em seu artigo que faltou aos marianos o mecenato e o apoio que estivessem relacionados com a tradição 116 S. Sydry, Dokumenty mariańskie, . 194; cf. também: Arch. Nunz. Vars. Vol. 144, ff. 234r.- 235 r-v. 117 Stefan Sydry, Czcigodny Sługa Boży o Stanisław od Jezusa Maryi Papczyński i jego dzieło w świetle dokumentów, Warszawa 1937, p. 274. 118 B. Jakimowicz, A Cloud of Witnesses, 51. 119 AGM, Prot. Conv. Mariamp., (esparsos) passim. 120 Cap. Gen., pp. 475-478. Carta pastoral de 28.5.1791; J. Totoraitis, Marianie, p. 19. 121 Cap. Gen., p. 478-481. Carta de 1.5.1791. 122 Ibidem, Carta de 2.10.1793, pp. 489-491.
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