Os Marianos 1670-1788

285 anos 1776-1779 o Padre Taudt forneceu o seu apoio financeiro pessoal ao núcleo que estava sendo instituído em Roma. Para a compra da igreja de S. Vito e do convento ele conseguiu uma significativa doação junto aos Czartoryski e outros benfeitores109. Em 1778, com a ajuda do Padre Taudt e o apoio dos Czartoryski, os marianos deram início às providências pelo sancionamento legal dos postos possuídos, isto é, pela obtenção da aprovação do parlamento e do rei para todos os seus conventos. Com esse objetivo imprimiram o “Memorial ao Ilustríssimo e invencível Monarca Estanislau Augusto Rei da Polônia e a todos os Estados da República, no qual os mais autênticos religiosos marianos pedem a aprovação do Parlamento para os seus conventos”110. A conquista dessa aprovação era a garantia da existência e do desenvolvimento das fundações religiosas, tanto mais que em 1764 o parlamento havia aprovado de forma categórica que “sem a autorização da República, é proibida a instituição de novas fundações e de novos legados sob pena de invalidade”111. Faltam informações detalhadas sobre o transcurso das ações empreendidas nessa questão, mas no final elas terminaram em insucesso para os marianos, embora conselhos da administração local tivessem aceitado que os marianos obtivessem essa aprovação112. Diversas razões contribuíram para que isso ocorresse. Os Czartoryski, que eram os principais protetores dos marianos, entraram em conflito com seu sobrinho o Rei Estanislau Poniatowski e em consequência disso os marianos perderam o seu apoio. Isso também resultava do fato de que o próprio rei considerava as ordens religiosas como inúteis e prejudiciais à sociedade113. Na opinião dele, “os monges fanatizaram a Polônia, que não adquirirá significado na Europa enquanto não expulsar das suas fronteiras os capuzes”114. Expressava uma opinião semelhante uma significativa parte dos magnatas. Os bispos, por sua vez, exigiam a subordinação das ordens religiosas à autoridade deles115. Esse era um tempo especialmente desfavorável para a formação 109 Prot. Rom., Norberto Gołkowski ao superior geral; J. Vaišnora, Mariani Romae. 110 S. Sydry, Dokumenty mariańskie, p. 199; Henryk Gapski, Mecenat nad marianami w Polsce przedrozbiorowej, in: Marianie 1673-1973, Roma 1975, pp. 66-67. 111 Volumina Legum, IV, p. 16. 112 M. Matuszewicz, Diariusz, t. 2, p. 611. 113 W. Konopczyński, Dzieje Polski, pp. 180-182. 114 Jan Skarbek, W dobie rozbiorów i braku państwowości (1772-1918), in: Jerzy Kłoczowski, Lidia Müllerowa, Jan Skarbek, Zarys dziejów Kościoła katolickiego w Polsce, Kraków 1986, p. 157. 115 Władysław Chotkowski, Księcia Prymasa Poniatowskiego spustoszenia kościelne w Krakowie, Kraków 1918, passim. O primaz buscava em sua atividade refrear o desenvolvimento das ordens religiosas. J. Skarbek, W dobie rozbiorów, pp. 155-158.

RkJQdWJsaXNoZXIy MjI2Mw==