Os Marianos 1670-1788

288 chamar o Pe. Severino Pachta ao convento em Skórzec. A essa exigência opôs-se não somente o Padre Pachta, mas mais ainda a princesa Alexandra Ogińska, que desejava manter em seu solar o estimado e apreciado capelão. Nessa questão ela interveio junto à Nunciatura em Varsóvia e, como isso não surtiu efeito, ela recorreu à Santa Sé. Ela ganhou a questão, e o Pe. Severino Pachta permaneceu no seu solar como padre diocesano, com um alto benefício, gozando da grande estima e do respeito da princesa e da estirpe dos Czartoryski128. No final ele rompeu as relações com os marianos. Em seu testamento redigido em 1818, o seu significativo patrimônio, que no decorrer de vinte e sete anos de capelania acumulou em imóveis, acrescido dos 18 mil zlótis em dinheiro, foi destinado em sua totalidade a pessoas estranhas, tendo deixado completamente de lado os marianos nas suas disposições testamentárias129. Apresentamos esse exemplo para mostrar como um religioso que gozava de confiança, que havia recebido a formação e a instrução na ordem, ao permanecer na capelania foi se afastando da ordem e dos seus interesses, e até se secularizou. Importa nesta ocasião ao menos mencionar a pessoa do Pe. João Dziewulski, que por trinta anos exerceu a função de capelão da princesa Maria Wirtemberg Czartoryska. Ele exerceu essas obrigações nos anos 1823-1853 em Puławy, Viena, Roma e Paris. Tendo permanecido por muitos anos no ambiente da vida política no Hotel Lambert, graças aos amplos conhecimentos e às relações amigáveis com emigrantes poloneses de destaque ele desempenhou um significativo papel nesse ambiente. Conhecido pessoalmente pelo núncio em Viena e por ele apreciado, quando esteve na Santa Sé, através de canais diplomáticos solucionou para os marianos muitos importantes assuntos130. No entanto, a sua atividade no século XIX extrapola o tema do presente trabalho. Do grupo dos capelães dos magnatas é preciso também lembrar o Pe. Leon Szczepkowski. Ele desempenhou essa função nos anos oitenta do século XVIII no solar do influente magnata e Presidente do Tribunal da Coroa Casimiro Krasiński (1725-1802). O prestígio do magnata e as suas influências na Igreja, no senado e no ambiente político da Polônia eram tão 128 ASV, Arch. Nunz. Vars. Vol. 135, c. 46. Carta de 14.2.1794. 129 Cf. nota 127. 130 Assuntos resolvidos pelo Pe. João Dziewulski, cf. ASV, Sancta Congregatio Rituum, Decreta 1843-1844, Mariani, „De mandato Rev. Prep. Generalis Joannes Dziewulski, capellanus Serenissimae Ducissae de Wirtemberg Mariae”; ASV, Arch. Nunz. Wiedeńskiej, vol. 282 B, f. 93 r.; Jenerał Zamoyski, 1803-1868, [Pamiętniki], t. I-VI, Poznań 1910-1930, cyt. t. IV, 410-411.

RkJQdWJsaXNoZXIy MjI2Mw==