277 dos padroeiros das igrejas. Então os marianos eram convidados para o ministério nos confessionários e para a pregação de sermões76. As capelanias eram um privilégio. Empenhavam-se por elas e geralmente obtinham a autorização os marianos beneméritos e aqueles que se distinguiam positivamente. Isso era compreensível, especialmente no que dizia respeito às capelanias nos solares, onde dos capelães se exigia uma maior cultura, civilidade, preparação intelectual. Tratava-se então de conselheiros gerais, secretários da ordem, superiores das casas. O capítulo geral de 1754, por um decreto, tentou restringir a possibilidade de tal trabalho aos “curialistas religiosos”. O decreto admitia, em caso de necessidade, a possibilidade do trabalho numa capelania, mas apenas numa distância que, quando convocados, a qualquer momento pudessem vir para o conselho77. Na segunda metade do século XVIII intensificou-se nitidamente o número e o significado dos capelães marianos. Contribuiu para isso, entre outras razões, a autorização de Bento XIV de 1758 para a instalação de capelas particulares e, embora os bispos geralmente não vissem com bons olhos esse fato, o número dos capelães ia aumentando. Isso se relacionava não apenas com a piedade, mas também com o sentimento de vaidade da nobreza, às vezes do orgulho, e também com a tendência dos estados privilegiados a se separarem do restante da sociedade, especialmente dos camponeses servos78. Traduz muito bem essa atmosfera um documento da visitação da igreja em Goźlin, no qual lemos: “Os bancos para os senhores são doze, para os miseráveis – dois”79. Para os senhores, isto é, para a nobreza, os bancos eram doze, e para os camponeses servos, ou seja, para os miseráveis, somente dois. No período em análise causa espanto o número das capelanias servidas pelos marianos de Goźlin, que durante todo aquele meio século atendiam ao mesmo tempo a três capelanias, e acontecia até que fossem quatro. Assim era em 1790, quando desenvolviam a pastoral nas paróquias em Łaskarzew, Garwolin, Korytnica e Osieck80. Vale a pena saber que naquele 76 A respeito da ajuda proporcionada aos párocos e os donativos recebidos informam os livros de contabilidade, p. ex. de Mszczonów pela ajuda “In vim dos méritos do padre – 50 zlótis” em 1750, 1753, 1756/7/8/9. Pela confissão pascal do Pe. Badowski – 18 zlótis. O pároco de Rawa Mazowiecka transferiu ao religioso em Puszcza, pela ajuda na paróquia, 16 zlótis. Do decano de Bolimów, pela confissão pascal – 16 zlótis. Cf. Regesta perceptarum, Puszcza, passim. 77 Cap. Gen., 1754/26. 78 Andrzej Wyczański, Polska rzeczą pospolitą szlachecką, Warszawa 1991 (ed. 2), p. 227. 79 ASD, Visitatio generalis Ecclesiae parochialis ac monasterij Goslinensis marianorum [...]. Die 16 Septembris a. d. 1810, 146/III/10. 80 AMPP, Rejestra perceptarum, Goźlin, 1770-1803.
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