Os Marianos 1670-1788

276 marianos era realmente sério. Por exemplo, em 1736, entre os trinta e nove religiosos, os padres eram apenas dezesseis, e em 1746, entre os quarenta e quatro religiosos, vinte cinco deles eram irmãos conversos e seminaristas71. Pode-se perceber que com a progressiva independência dos reformados, com o fortalecimento e a estabilização da ordem, os marianos com cada vez mais frequência assumiam diversos trabalhos por fora. Apesar da falta de uma documentação concreta a esse respeito, a respeito desse tema mostraram ser uma mina de informações os livros preservados de receitas e despesas, nos quais eram registradas detalhadamente as receitas que os conventos recebiam das capelanias, das paróquias, dos benfeitores, incluindo os nomes dos capelães e dos doadores. Os mais bem organizados e preservados são os livros de contabilidade dos conventos em Goźlin e em Puszcza Korabiewska e podem ser vistos como representativos dos outros conventos72. Na segunda metade do século XVIII todos os conventos marianos proporcionavam ao clero paroquial ajuda eventual, e faziam isso principalmente as comunidades situadas em lugares onde predominava a população católica do rito oriental e ortodoxa, como em Raśno, Berezdów, Ostrzykowce, visto que, por falta de fiéis, não era promovida a pastoral em suas próprias igrejas. Acontecia a mesma coisa em localidades na proximidade das quais encontravam-se outros centros pastorais. Num relatório relacionado com Raśno o visitador escreveu: “Este convento não administra paróquias, mas apenas proporciona ajuda aos moradores da região”73. A respeito do convento em Góra o superior informava de forma semelhante: “A utilidade desse convento limita-se ao cumprimento das obrigações religiosas, e ocasionalmente paroquiais”74. A respeito do envolvimento pastoral dos religiosos em Puszcza diz o relatório: “Este convento está situado em meio a cinco grandes paróquias. Os religiosos proporcionam aos fiéis a assistência espiritual. Vão às capelanias para ajudar aos párocos e no lugar cumprem o ministério espiritual e religioso”75. Essa atividade dos marianos se intensificava principalmente em períodos especiais do ano litúrgico, como na Quaresma, no Advento, no Natal, nas festas paroquiais e nas festividades 71 Prot. Korab., Ab Anno 1731 usque ad Anno 1793. 72 AMPP, VII A 4. Puszcza Korabiewska, Regesta perceptarum [...] 1742-1788; Ibidem, VII A 23, Rejestra perceptarum et expensarum, Conv. Goslinesis A. D. 1770. 73 ABUV, Doc. Viln., I (esparsos). 74 Dokumenty mariańskie, p. 108, n. 190. 75 Ibidem, p. 11, n. 5.

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