275 religioso, não reconheciam a jurisdição episcopal nem religiosa65 e já nada podia ser consertado. Da primeira metade do século XVIII preservaram-se apenas informações residuais a respeito do funcionamento das capelanias. Nos documentos da paróquia de Radwanków era mencionado como pároco o mariano Pe. José Kozłowski66. Em 1742 faleceu na capelania de Suchożebry o Pe. Agostinho Żmijewski. Dois dias antes “faleceu na capelania, após as festas da Páscoa”, o Pe. Ivo Berliński67. Nos anos trinta, a pedido da família Karski, assumiu a capelania em Lubocz o Pe. Cipriano Fijałkowski68. No entanto, a favor dessa decisão eram apresentados argumentos de prestígio, porquanto em Lubocz, por mais de dois anos, o cargo de capelão havia sido exercido pelo Pe. Estanislau Papczyński69. Além disso, o Padre Fijałkowski havia nascido nas proximidades de Lubocz e era amigo da família Karski. Por isso não recusou o seu pedido, e as autoridades religiosas, atendendo à sua proposta, enviaram-no a essa capelania. É preciso notar que os três mencionados decretos capitulares, aprovados pelos comissários reformados, regulavam a questão das capelanias e do trabalho paroquial fora dos conventos, e também eficazmente o bloqueavam. Entretanto, entre muitos marianos permanecia vivo o ideal da promoção desse tipo de trabalho. É nessa base que devem ser analisados os esforços reformadores empreendidos pelo Pe. Mateus Krajewski e pelos seus partidários. Em 1746 o superior em Puszcza informou ao superior geral que estava desistindo da capelania e do benefício “Jerusalense Varsaviae” em razão da falta de sacerdotes70. Esse argumento em relação aos 65 ASV, Arch. S. C. Concilio, Relationes ad Limina Luceoriensis, 10 Iulii 1773. Felix Paulus Turski, apud: Bolesław Jakimowicz, Złoty wiek Księży Marianów (1702-1795), man. no Arquivo AGM. 66 Documentos da paróquia de Warszawice. Relação dos párocos da paróquia de Radwanków, 1722. É muito provável que, como adversário do Pe. Mateus Krajewski, tivesse trabalhado ali durante a “dispersão de Rostkowski” nos anos 1717-1722, porquanto nesses anos o seu nome não aparece nas sessões dos capítulos, embora, na qualidade de ex-superior geral, por ofício fizesse parte do conselho geral. 67 Album mortuorum, 29 e 31.3.1742. 68 APS 10 f. 148v. Depoimento do Pe. Cipriano Fijałkowski: „Capellam in Villa Lubocza optime conosco, nam in ea Missae Sacrificia celebrare consuevi, siquidem ago capellanum ad praesens apud Dominum Karski ejusdem Villae Haeredem, ibidemque Residentiam habeo. Imago vero Virginis Mariae (coram qua Servus Dei habitum nigrum deposuit, albumque induit) de dicto Oratorio Lubocza translata est ad Ecclesiam Conventualem nostram Corabieviensem. 69 B. Jakimowicz, A Cloud of Witnesses, pp. 39-40. 70 Cap. Gen., 1746/6. Não foi possível determinar que capelania era essa e onde se encontrava.
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