238 de pessoas chamada Sociedade de Maria, e que na realidade eles usavam um traje semelhante ao dos marianos, mas que ele não era tão branco como o dos marianos, e a capa era mais curta. A fim de conseguir recursos para o seu sustento, os membros da comunidade coletavam esmolas, mas somente os homens175. O Padre Turczynowicz não permaneceu passivo, recorreu a seus influentes religiosos, aos dominicanos que firmemente o apoiam e a advogados generosamente pagos, que muitas vezes se permitiam ataques e palavras de mau gosto176. Ambas as partes não poupavam esforços para nessa disputa alcançar a vitória moral. Numa carta do dia 4 de março de 1752 ao superior geral Caetano Wetycki, o Padre Wyszyński escrevia: “À tarde [...] encontrei-me com um dominicano da Lituânia. Ele vinha andando com o seu sócio. Atacou-me ameaçando que me esvaziaria a bolsa em razão do processo com o Pe. Turczynowicz. Disse também muitas palavras ofensivas contra a nossa Ordem e afirmou que não valemos nada”177. Com efeito, os adeptos do Padre Turczynowicz espalhavam em Roma opiniões desfavoráveis aos marianos, perturbavam as novas fundações dos marianos na Lituânia e afirmavam que “dos marianos não há tanto proveito como do Instituto do Turczynowicz”. Para atormentar os marianos, permitiam-se até atos reprováveis. O Padre Wyszyński informava ao superior geral que certo dia haviam enviado a ele o Pe. de Pasulo, basiliano, o qual prometeu que, se eles recebessem 50 escudos de resgate, “me deixariam em paz. [...] Eu lhes respondi que não era culpado nessa matéria e que não estava pensando em lhes pagar o resgate”178. Nessa mesma carta lemos que estavam acusando os marianos diante da Congregação da Fé e “dizem que nós os perturbamos e impedimos o trabalho deles de converter os infiéis, que queremos lhes tirar a fundação”179. Na atividade do Padre Turczynowicz o Padre Wyszyński via uma séria ameaça à existência dos marianos, visto que dessa confusão resultavam a falta de vocações e os problemas com as novas fundações. No entanto a sua ação em Roma em defesa do nome dos marianos era restringida pela falta de recursos. Por isso se queixava numa carta ao superior geral, escrevendo que “para a elaboração do decreto [contra o instituto do Pe. Turczynowicz] e para o advogado tenho necessidade de no mínimo 12 ducados, e eu não 175 Ibidem. 176 Wyszyński, Diariusz, pp. 200, 214, 216, 231, 240-242. 177 Ibidem, p. 242. 178 Ibidem, p. 244. 179 Ibidem.
RkJQdWJsaXNoZXIy MjI2Mw==