Os Marianos 1670-1788

235 vendo que quisemos nos ligar a tais pessoas, e comportou-se passivamente. E o Pe. Tuczynowicz vestiu os seus recém-batizados de hábitos e começou a chamá-los marianos”163. Quando os marianos receberam a notícia de que a congregação que estava surgindo em Wilno se denominava congregação dos marianos, que se compunha de homens e mulheres convertidos e que utilizava o hábito mariano (apenas de tonalidade negra), espantados e preocupados, deram início à intervenção. Consciente do sério problema que ameaçava o desenvolvimento dos marianos, por duas vezes (em 1748 e 1749) o Padre Wyszyński viajou a Wilno para se encontrar com Turczynowicz e para acertar essa questão. Assim ele apresentou o transcurso dessa conversa: “Nós afinal não vamos admitir convertidos nem estamos pensando em aceitar mulheres na nossa ordem. [...] Ao que o Pe. Turczynowicz respondeu: ‘Visto que os Senhores não querem aceitá-los em sua ordem, eu tenho que pensar numa ordem que os aceite’. Após longas discussões nos separamos, tendo eu solicitado a ele que não congregasse tais pessoas sob o nosso título e com o nome de marianos. Mas ele era teimoso, e não deixou de utilizar-se nem do hábito nem do título. Afirmava que eles eram mais apegados ao nome Maria do que nós [...]. Sabendo também que temos a Regra da imitação da Bem-Aventurada Virgem Maria, como que adotou dela para si o nome Mariavitae [mariavitas]”164. Neste ponto vale a pena acrescentar que para a realização do seu ideal, isto é, para a conversão e a ajuda aos neófitos, especialmente às judias, já em 1746 o Padre Turczynowicz havia fundado a congregação feminina das irmãs mariavitas165. O bispo de Wilno Miguel Zienkowicz, que no começo havia sido desfavorável à ação planejada pelo Padre Turczynowicz, sob a influência da corrente geral dentro da Igreja mudou a sua posição em mais favorável. Ofereceram-lhe também um claro apoio o bispo de Łuck Antônio Kobielski, o bispo de Żmudź João Łopaciński, o bispo da Livônia José Puzyna, bem como uma parte dos religiosos e da nobreza local166. A fim de obter re163 Ibidem, p. 275. 164 Wyszyński, Diariusz, p. 275. 165 O ano 1746 como data da fundação das mariavitas é mais provável, visto que a fundação de uma congregação é um processo demorado. O ano de 1737 assinala o início dos empenhos de Turczynowicz pela realização dos seus propósitos, e em 1746 ocorreu a autorização do bispo de Wilno Miguel João Zienkowicz para a fundação das mariavitas. Tal opinião foi expressa por João Kurczewski com base nos documentos da diocese de Wilno. Cf. Jan Kurczewski, Biskupstwo wileńskie, Wilno 1912, pp. 266, 358. 166 Krótka historia zgromadzenia sióstr Mariae Vitae, napisana przez jedną mariawitkę, in: „Dzieje Dobroczynności Krajowej i Zagranicznej”, 1820, p. 20-21.

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