209 lado pelo temor, pelo marasmo e pela estagnação, para o que contribuíam os castigos e as severas normas que dificultavam a realização de trabalhos pastorais nas paróquias e nas capelanias e que induziam os marianos a um estilo de vida monacal e contemplativo. Muitos historiadores marianos têm avaliado criticamente esse período da história dos marianos. O muitas vezes citado Pe. Estêvão Sydry afirmava que os reformados cuidavam zelosamente da observância dos estatutos da disciplina religiosa. De vez em quando vinha um comissário deles, que era mais um controlador do que um diretor espiritual para os marianos: ele os controlava, admoestava, cuidava deles, mas não os formava. Esse controle era um freio no desenvolvimento, esfriava a iniciativa independente dos marianos e produzia uma atmosfera insalubre68. Formação, noviciado, estudos Um efeito da crise, das disputas internas e das tensões, apesar dos esforços e das reformas empreendidas, era a falta de desenvolvimento dos marianos: espiritual, organizacional e numérico. Em razão disso, o capítulo de 1722, sob a presidência do cônego de Varsóvia Pe. Miguel Matias Zachniewicz, dispôs que “é preciso animar o noviciado e providenciar quanto antes um mestre do noviciado, seja do próprio grêmio, seja da Ordem dos frades reformados”69. Nesse mesmo capítulo foi decidido: “Que sejam abertos ao menos um curso de teologia moral, uma escola de cântico coral e de cerimônias eclesiásticas”70. A comunidade mariana era exígua e em 1722 contava somente dezenove coirmãos. Até 1795 o noviciado se localizava em Puszcza Korabiewska. Como o primeiro mestre após a “dispersão” foi nomeado em 1724 o Padre Kozłowski, que desempenhou a tarefa a ele confiada com insuficiente zelo71. O visitador Frei Tiago Wolski, trazido em segredo pelo noviço Casimiro, tendo constatado a desordem e a falta de disciplina religiosa, em 1724 dispensou o Padre Joaquim da função de mestre do noviciado e destinou para o lugar dele dois membros da sua ordem: o Frei Mansueto Leporini como mestre do noviciado e o Frei Felicia68 S. Sydry, Zgromadzenie, p. 43; por. B. Jakimowicz, Stabilizacja, p. 45; Cartas, carta de Cândido Spourny, 1. 69 Prot. Ord., Capítulo 1722/35. „Magister novitiorum quam primum praevideatur aut ex gremio sui aut ex Ordine Serafico.” 70 Ibidem, 1722/38. 71 Wacław Makoś, O. Stanisław od Jezusa Maryi Papczyński. Badania i refleksje, Warszawa 1998, pp. 215-219.
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