172 zeloso e piedoso, aceito na ordem e formado ainda pelo Padre Fundador437. Provavelmente tinha cerca de quarenta anos, visto que a legislação mariana exigia dos candidatos a superior geral que tivessem a idade mínima de trinta e seis anos de vida e pelo menos dez anos de profissão religiosa438. Os seus dois antagonistas, Mateus Krajewski e Joaquim Kozłowski, receberam ambos três votos, e receberam um voto cada um o Padre José e o Padre Bernardo439. Parece ser justa a constatação de que para a eleição do Padre Deszpot contribuíram em grande medida os dois delegados diocesanos do Bispo Pedro Tarło, que tinham por tarefa “apaziguar a Congregação em razão das disputas internas e uni-la”440. E o capítulo convocado devia servir para a reconciliação e a eliminação das diversas opções dentro da congregação. Por isso os delegados não podiam permitir a eleição de Joaquim Kozłowski nem de Mateus Krajewski. Aliás um dos documentos que falam do papel do comissário Pe. Nicolau Zachniewicz, no agradecimento, afirmava que ele “instituiu (sic!) [como superior geral] o mui venerável Padre André”441. Assumindo o programa das reformas, o capítulo tomou várias resoluções muito importantes. Infelizmente, difícil se torna hoje afirmar se as decisões tomadas provinham dos padres capitulares ou dos comissários enviados, como acontecia muitas vezes quando os capítulos eram presididos pelos comissários reformados. O capítulo aprovou 38 decretos, que 437 Um amplo biograma em: LCVA, 1676, Ap. 1, pp. 6-8; Positio, Wyszyński, pp. 76, 107, 153, 186; S. Sydry, O. Stanisław, p. 269; Album zmarłych de 22.11.1750. Deve-se supor que o Padre André Deszpot (de Spot) ingressou na congregação no máximo por volta de 1690, visto que já em 1722 devia ter a idade adequada para exercer o cargo de superior geral. Ao escrever em 1786 o seu biograma, o mariano Carlos Hondlewski se expressava a seu respeito somente em superlativos. Assinalava que foi um exemplar religioso. Trabalhou com excepcional zelo pela estabilização e renovação espiritual da congregação, estimulando e animando a isso os coirmãos. Tendo estado por vários anos junto ao Padre Fundador, familiarizou-se muito com a sua religiosidade e com o carisma mariano. Conheceu a sua piedosa, zelosa e apostólica vida, a respeito da qual com muita edificação falava aos marianos. Ao menos por quatro vezes exerceu o cargo de superior local em conventos marianos. Por duas vezes foi eleito para o cargo de superior geral (1722-1725; 1744-1747), e os anos 1743-1744, após a morte do superior geral Bernardo Ostrowski, completou o seu mandato. Inteligente, espírito forte, sensível e delicado diante dos coirmãos, foi por eles amado. Contribuiu muito para a renovação e a união na ordem e para a segunda aprovação pontifícia dos marianos e a aprovação dos Estatutos marianos em 1723. Cf. Karol Hondlewski, Tabula generalis, pp. 6-8. 438 Statuta Patrum Marianorum, 1723, De capitulo electionis superiorum, IX/2. 439 Prot. Ord., pp. 194-195. 440 Ibidem, pp. 197-198. Diversos documentos legais. 441 Ibidem, p. 198.
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