171 ato da eleição capitular do vosso superior e outras disposições em prol da observância”432. Em resposta ao pedido dos religiosos, o bispo tomou enérgicas providências. No dia 1 de agosto de 1722 enviou uma correspondência ao clero do arquidiaconato de Varsóvia pedindo que fosse informado “pessoalmente ou enviando uma cópia da presente carta a cada um deles [...], aos marianos dispersos pelas paróquias seculares [...], para que cada um deles, no decorrer de nove dias a contar do recebimento da presente carta [...], se dirija à sua própria casa [religiosa]”433. Do documento resulta que o bispo fazia muita questão de que todos os marianos voltassem aos seus conventos, visto que até ameaçou os padres diocesanos de excomunhão se não se envolvessem na transmissão da “carta de aviso” aos marianos espalhados. Naquele mesmo dia enviou uma carta “aos religiosos todos juntos e a cada um em separado, aos padres e irmãos da Ordem da Imaculada Conceição da SVM [...]434, aos quais [marianos] admoestamos que cada um deles, no decorrer de nove dias, juntamente com suas coisas, registros de rendimentos e despesas, se dirija à sua própria casa e que ali se organizem em obediência diante dos seus superiores, e isso sob pena de excomunhão”435. Na carta acima o Bispo Pedro Tarło ordenou a convocação de um capítulo geral no convento em Goźlin para o dia 31 de agosto de 1722. Nesse capítulo deviam ser eleitos o superior geral e outros oficiais da ordem. Os padres capitulares foram também obrigados a promover certas reformas. Para comissário e presidente do capítulo o bispo indicou “o mui iluminado e mui venerável Padre Nicolau Zachniewicz, cônego de Varsóvia, prepósito da igreja de S. Maria em Varsóvia”436. Nomeou como seu assistente e secretário o Pe. Tomás Kamieński, prepósito de Kalwaria. É preciso chamar a atenção para o fato de que deixou de lado os reformados, que desde 1702 sempre assumiam nos capítulos os cargos de comissário e presidente. A respeito do transcurso desse capítulo, dos preparativos para ele, dos atritos e das facções entre os religiosos não se pode dizer muita coisa. De acordo com o número dos votos dados, participaram do capítulo catorze marianos, que elegeram como superior geral o Pe. André Deszpot, mariano de nacionalidade checa. Tratava-se de um religioso de média idade, 432 Prot. Ord., pp. 193-194. 433 Cap. Gen., p. 47. 434 Prot. Ord., p. 194. 435 Cap. Gen., p. 47. 436 Ibidem, p. 48.
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