149 eram dirigidos pelos jesuítas e pelos comunistas346. Visto que o estado numérico do clero diocesano não aumentava, as ordens religiosas envolviamse na pastoral paroquial. Os religiosos trabalhavam como párocos, confessores, capelães, administradores de paróquias, oradores sacros, pregadores de retiros, professores etc. As ordens religiosas empreenderam também o enorme esforço da catequização das camadas possivelmente mais amplas da população, no que também os marianos tiveram a sua ativa participação. Um traço característico da religiosidade daquela época era a ênfase dada à assistência aos doentes e sem-teto através da fundação de hospitais junto aos conventos. A ordem dos marianos também registrou nessa área a sua honrosa participação, abrindo junto a todos os seus conventos hospitais para os doentes e os abandonados347. No século XVIII as ordens religiosas empreenderam um sério esforço, coroado de grandes sucessos, na área do ensino médio. Nesse aspecto ocuparam uma posição de vanguarda principalmente os jesuítas, aumentando significativamente o número dos seus colégios de quarenta e sete em 1700 para sessenta e seis em 1772, bem como os seus concorrentes escolápios, que em 1700 possuíam onze colégios, e em 1772 vinte e sete348. Abriram seus próprios colégios também os basilianos, os teatinos e os comunistas. Em 1772 estudavam neles cerca de trinta mil alunos349. Especialmente significativa na sociedade era a influência das escolas escolápias. Graças às reformas promovidas por Estanislau Konarski, essas escolas se tornaram focos do bom ensino e da educação patriótica. Ladislau Konopczyński assim descreveu uma solenidade que se realizou na escola dos escolápios em Varsóvia: “Um numeroso grupo de magnatas [...], que pelas suas brigas haviam transformado o país numa taberna de alojamento para exércitos [estrangeiros], tomou assento no salão do Collegium Nobilium. [...] Os jovens falaram [...] do comércio, das cidades, do monarca, da criminosa prática da interrupção das assembleias e da volumosa e desumana servidão dos camponeses. [...] Ouviu essas jovens vozes a amuada confraria dos nobres, ouviram-nas os senhores, as damas, as famílias”350. Os jesuítas, concorrentes dos escolápios, igualmente promoveram profundas reformas dos seus colégios, dos quais em breve sairiam luminares como Francisco Bohomo346 Ibidem, p. 131. 347 Ibidem, pp. 218-223. 348 Ibidem; cf. Jan Koceniak, Zakony, in: Historia Kościoła w Polsce, t. 1, parte 2, Poznań – Warszawa 1979, pp. 442-443. 349 J. Kłoczowski, Zarys dziejów Kościoła, p. 132. 350 P. Jasienica, Czas agonii, pp. 250-251.
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