123 gos do processo informativo de 1751 contêm depoimentos de testemunhas que mencionaram nominalmente seis marianos, formados sob a direção do Padre Estanislau, falecidos durante o governo de Joaquim Kozłowski com fama de santidade. Uma das testemunhas da vida dos marianos daquele tempo apresentou a respeito deles este notável testemunho: “Eram varões de insignes costumes, exemplares em sua vida e dotados da perfeição de todas as virtudes, que foram instruídos pelo exemplo de vida do Servo de Deus Estanislau quando viveram sob o seu governo”231. Uma opinião muito favorável a respeito desses marianos foi apresentada em 1699 pelo Bispo Jerônimo Wierzbowski: “Além disso, esse Instituto de admirável amor [...] possui excelentes subordinados de origem nobre, dotados de ciência, de virtudes e de uma vida exemplar”232. É difícil acreditar que no decorrer de três anos eles tivessem morrido. Numa carta de 1705 o ministro provincial dos reformados Frei Boaventura Klein informava que o Padre Kozłowski havia confiado ao cuidado deles “a direção de si mesmo e a sua Congregação”233. Nas crônicas franciscanas preservaram-se pedidos dos anos 1702, 1703, 1704, 1709 e 1716 enviados às autoridades religiosas pelo Padre Kozłowski pedindo que fosse enviado um visitador e comissário reformado para dirigir as deliberações dos capítulos marianos234. Em alguns casos os pedidos se referem nominalmente a pessoas concretas. Por exemplo, o Frei Norberto Dziewierski, convidado em 1706, confessou: “A minha insignificante pessoa foi proposta e convocada pelo mui Venerável Padre e Irmão Joaquim de S. Ana [Kozłowski], superior geral, para essa tarefa e função de presidente do capítulo em breve a ser realizado da Vossa mencionada Con231 Ibidem, art. 15. Da mesma forma, fornece uma informação positiva sobre os filhos espirituais do Pe. Papczyński um outro artigo: „Viri optime morati, exemplares in vita sua, omnique perfectione virtutum praediti, qui Patres huiusmodi exemplaritate a Servo Dei Stanislao, cum sub eius gubernio viverent, imbuti erant [...] optime novi Patres istos... fuisse vitae exemplaris viros, et In hac Religione Marianorum Sancte occubisse”, Positio, Papczyński, nota 10. 232 S. Sydry, O. Stanisław, p. 228. 233 Cap. Gen. 18-19. 234 A. Koralewicz, Additament, pp. 175, 176, 180, 181, 190, 191, 223. P. ex. do ano 1702: „[...] naquele tempo, das cartas do Frei Comissário Geral Querubim, a Província tinha total consciência da agregação e da aceitação ad Consodalitium de toda a ordem seráfica dos Frades na Polônia chamados anteriormente Stanislaite, e agora, após a profissão feita segundo a Regra da Ordem Decem placitorum [...] chamados Marianos. Esses Padres sob o título Immaculatae Conceptionis V. Mariae foram admitidos a essa Confraria na nossa ordem. Neste ano esses Padres, após a morte do seu Fundador Pe. Estanislau a Jesus Maria Praepositi Generali suplicaram ao Núncio Apostólico F. Pignatello que lhes permitisse celebrar o capítulo para a eleição do superior. A pedido deles, assinalou-lhes para esse capítulo como presidente o nosso Frei Luís Borzewski”.
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