122 fundador da ordem dos marianos e de manter-se pelo tempo mais longo possível no cargo de superior geral. Segundo o testemunho do Pe. Isidoro Taudt, ao cuidar da aprovação dos marianos em 1699, Kozłowski não apenas não se empenhou pela aprovação da Regra de vida do Padre Papczyński, mas até ocultou a sua existência225. Jorge Navikevicius, por sua vez, afirma que provavelmente Joaquim Kozłowski, atuando em Roma, tinha a sua própria opinião a respeito da escolha da regra, divergente do programa do Padre Papczyński226. Durante o período de mais de um ano de permanência nessa cidade, entrou em estreito contato com alguns reformados e, seguindo a sugestão deles, aceitou a Regra das dez virtudes. Para o primeiro capítulo após a morte do Padre Papczyński, em1702, enviou um pedido à Nunciatura para que fosse enviado como comissário e presidente um frade reformado, o que não era praticado durante a vida do Padre Fundador227. Em 1703 dirigiu-se aos reformados pedindo que fosse indicado para os marianos um mestre dos noviços, um professor de filosofia e de teologia228, funções que até então haviam sido cumpridas pelos marianos. Parece que dessa forma queria eliminar a influência dos “filhos fiéis” do Padre Fundador sobre a formação mariana e o governo da ordem. Ainda três meses antes da sua morte o Padre Papczyński, numa carta aos irmãos em Puszcza, menciona os noviços Gabriel e Paulo, recomendando-lhes que utilizassem de maneira apropriada o tempo no noviciado229. Naquele período, não faltavam na ordem piedosos e sábios marianos que haviam sido atraídos à ordem pela fama de santidade do Padre Estanislau230. Os arti225 „Al contrario, P. Taudt dichiaro che P. Gioacchino, richiesto quale regola avesse scelto il Fondatore, rispose che non ne aveva portato nessuna, e cosi il Papa gli insegno la Regola delle Dieci Virtu Della BVM.” Navikevicius, p. 204. 226 Ibidem, pp. 264-265. 227 Prot. Ord., 164-165; Aleksy Koralewicz, Additament do Kronik Braci Mniejszych S. Franciszka, Warszawa 1722, p. 175. 228 A. Koralewicz, Additament, p. 176. „Eram também lidas as cartas do Frei Ministro Geral, nas quais, anunciando a aceitação dos Padres Marianos in Consodalitium da nossa Ordem seráfica, estimula-os ao afeto, ao amor fraterno e à proteção desta Província, o que também havia sido solicitado pelo próprio praepositus Generalis deles Pe. Joachim a S. Anna [Kozłowski], bem como, para a ajuda na religiosidade e na ciência, havia pedido um mestre dos noviços e um leitor de filosofia e teologia moral”. 229 Pisma fundacyjne. Praecepta, série: „Źródła Mariańskie”, t. 2, introd. A. Pakuła, J. Kałowski, Warszawa 2007, pp. 181-183. 230 Positio, Papczyński, p. 807. „Eius sanctitatis fama commoti nonnuli piissimi ac doctissimi viri in dictum eremum ad pedes Servi Dei convolarunt, sese illius Regimini atque Instituto submittendo, eoque Duce adeo in via spiritus profecerunt, ut omnes ferme primi huius Congregationis Patres cum Sanctitatis fama decesserint, veluti alter pater Stanislaus, pater Josephus, pater Cyprianus, pater Constatinus ac pater [frater] Antonius Cinski.”
RkJQdWJsaXNoZXIy MjI2Mw==