121 ordem dos marianos sob o seu governo. Segundo ele, o Padre Kozłowski sonhava em ser reconhecido como o “patriarca mariano” e o “fundador da ordem”. O Padre Wyszyński escrevia a respeito dele desfavoravelmente: “Em muitas coisas opunha-se ao Fundador. Nem tudo fazia de acordo com as ordens dele. Mudava também as disposições do Pe. Fundador, [...] e não quis concordar com o seu processo [de beatificação]”220. Com palavras mais ásperas ainda avaliou a Joaquim Kozłowski o Padre Teixeira, que o acusava de despotismo na direção da congregação, de ocultar as virtudes e dos méritos do Padre Papczyński e de bloquear o seu processo de beatificação, com o objetivo de que essas virtudes não vissem a luz do dia. E, apesar dos pedidos dos coirmãos, deixou o corpo do Padre Fundador em terra úmida, para que mais rapidamente se decompusesse221. Os coirmãos também o acusavam de falta de empenho pela aprovação da Norma vitae, embora – segundo Juliano Kałowski – houvesse para isso uma forte fundamentação222. A favor da aceitação da interpretação acima falam também diversos fatos: em primeiro lugar, as repetidas e fortes admoestações dirigidas a Joaquim Kozłowski no testamento do Padre Papczyński, que escrevia: “Eu o obrigo sob pena do terrível juízo divino a nada mudar no hábito, no nome da Ordem, nem a impiamente destruir a honra da Santíssima Virgem Maria [...]”. Nesse mesmo testamento advertia-o: “Obrigo com o severo juízo divino a sua consciência a que seja extremamente severo em cuidar que seja observada a regra religiosa por Deus introduzida”223. Em segundo lugar, o testemunho do Padre Wyszyński a respeito de Joaquim Kozłowski: “Quando foi enviado a Roma para a aprovação das constituições, não se empenhou por solucionar isso [...], pensava em transformar a nossa ordem [...], esse desobediente e teimoso irmão”224. Em terceiro lugar, a espantosa iniciativa que demonstrou Joaquim Kozłowski em subordinar os marianos aos reformados em todas as mais importantes questões. Analisando-se essa escassa documentação preservada, parece ser muito possível a hipótese de que Joaquim Kozłowski, quando estava em Roma em 1699, já havia elaborado o seu plano de longo alcance de intitular-se 220 Wyszyński, Stróż, pp. 162-163. 221 Teixeira, n. 234. Quando em 1730 Joaquim Kozłowski se afogou no Vístula, João Teixeira reconheceu isso como uma intervenção divina e comentou: “Essa desgraça foi reconhecida como um justo castigo pela sua insensata leviandade e vã arrogância”. 222 J. Kałowski, Problem zależności, pp. 62-63. 223 Testamentum Venerabilis Patris Stanislai a Jesu Maria, in: Positio, Papczyński, pp. 493499; versão polonesa em: S. Papczyński, Pisma zebrane, pp. 1494-1501. 224 Wyszyński Stróż, pp. 88, 126, 135.
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