Os Marianos 1670-1788

99 Mszczonów, Stara Rawa, Czersk, Jeruzal, Chojnata, Studzianna, Jasieniec, Lewiczyn, Góra, Varsóvia e em outros paróquias situadas mais longe154. O seu trabalho não se restringia unicamente a pregar sermões e a atender no confessionário. Ele procurava fortalecer a fé despertada pelas suas ardentes palavras, contribuindo para organizar nas paróquias e vida comunitária, por exemplo instituindo em algumas delas a irmandade mariana e a irmandade de S. Isidoro, empenhando-se junto à Santa Sé por obter as adequadas indulgências para elas155. Em Jasieniec, estimulando fervorosamente os fiéis à generosidade e ele mesmo oferecendo uma apreciável importância, contribuiu para a construção da igreja local. Ele mesmo levava uma vida muito pobre e ascética, mas, onde quer que se deparasse com a desdita humana, apoiava com esmolas os pobres e cuidava dos órfãos. Não se sabe se os outros coirmãos também se engajavam nos trabalhos apostólicos, visto que não possuímos a esse respeito quaisquer documentos ou menções. No entanto, uma coisa é certa: o Padre Estanislau dava-lhes um exemplo visível e um claro estímulo a esse tipo de atividade. O Padre Wyszyński declarou: “Imitando Maria, com muita frequência saía do Cenáculo com um sócio ou com o povo para visitar lugares santos [...]. Pelo exemplo e pela orientação, apontou a seus irmãos o caminho do céu. Ele mesmo primeiramente fazia o que lhes recomendava cumprir”156. Numa carta encaminhada aos marianos em Puszcza Korabiewska ordena que cada um deles, incluindo os seminaristas de teologia moral, pregasse nos sábados na igreja um breve sermão. Se o superior julgar isso adequado, “no domingo, na igrejinha, postados junto ao altar [...] poderão com proveito repetir esse sermão ao povo”157. Convém observar que aquela carta era dirigida ao eremitério em Puszcza, onde continuavam a vigorar as normas eremítico-penitenciais. Em Norma vitae obrigava os superiores a escolherem e estimularem “aqueles que possuem a necessária ciência e que têm em si inculcados os bons costumes a pregarem sermões com salutar efeito para os ouvintes. [...] Em suas próprias igrejas sem a ordem do superior, da mesma forma que nas alheias sem a bênção do ordinário, não lhes será permitido pregar sermões”158. De acordo com testemunhos preservados, estimulava os coirmãos a pronunciarem sermões, a ouvirem confissões, a 154 S. Sydry, O. Stanisław, p. 183. 155 Leporini, n. 49, 51; S. Sydry, O. Stanisław, pp. 183-184. 156 Wyszyński, Stróż, n. 86, p. 112. 157 S. Papczyński, List do marianów w Pustelni Korabiewskiej, 7, de 19.4.1690, in: Pisma zebrane, pp. 1478-1479. 158 Idem, Reguła życia, VII, 5, in: Pisma zebrane, pp. 67-68.

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