Os Marianos 1670-1788

98 tarem zelosos anunciadores, milhões de pessoas que erram na fé, às quais não foram esclarecidas as verdades evangélicas, serão atraídas por alguém outro, como no passado ocorreu com Maomé, Lutero ou Calvino. “Pensa que também tu não deves deixar passar nenhuma ocasião de conquistar o próximo”151. Parece, no entanto, que essas orientações eram escritas mais pensando nos futuros marianos, porquanto no decorrer dos primeiros cinquenta anos do século XVIII permaneciam no Cenáculo apenas dois ou três religiosos, e algumas vezes permanecia ali somente o superior geral e o seu secretário. Além das palavras de ardente estímulo, também com toda a sua vida o Padre Papczyński dava um vivo exemplo de zeloso apostolado. Por isso os fiéis com razão o chamaram “Apóstolo da Mazóvia”. O seu envolvimento no trabalho apostólico e o âmbito das tarefas pastorais empreendidas em diversos setores causam espanto. O seu primeiro biógrafo, Mansueto Leporini, com base em depoimentos de muitas testemunhas, assim escrevia a respeito dele: “A pé, por quase trinta anos ele visitou as igrejas paroquiais, proclamando a palavra de Deus e ouvindo a santa confissão dos fiéis que tinham frágil conhecimento da doutrina cristã. As pessoas simples, especialmente as pobres e temerosas, eram por ele instruídas de forma extremamente acessível e cativante. Dessa forma apostólica ele se empenhava pela salvação das almas na diocese de Poznań, de Cracóvia e de Chełm. Promoveu tal apostolado de anunciação da palavra de Deus também em Lewiczyn, em Góra, em Varsóvia e em todo o Reino da Mazóvia, onde era tido como diretor espiritual152. Foi delegado pelo bispo de Poznań [Estêvão Wierzbowski] como seu comissário para a visitação e a organização de missões populares e como visitador para toda a enorme Arquidiaconia de Varsóvia, que contava então 138 paróquias. Quanto proveito proporcionou graças às missões, promovidas conjuntamente com o filipino Pe. A. Gołkowski, aos trabalhos empreendidos, aos esforços, quantos tipos de diversos ódios apaziguou, somente ao próprio Deus é conhecido”153. No processo de beatificação testemunhas declararam que, estando no Cenáculo, nunca deixava de pregar a palavra de Deus no lugar e em outras igrejas. Incansavelmente também confessava os fiéis. Dirigia-se a pé a diversas localidades para anunciar as verdades de Deus, por exemplo em Wiskitki, 151 Tamże, p. 48; cf. Pisma zebrane, p. 896. 152 APS 10 f. 279v-280r., testemunho de Alberto Magnuszewski; APS 10 f. 341, testemunho de Isidoro Taudt. 153 Leporini, n. 50, [trecho traduzido por Jan Kosmowski].

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