Os Marianos 1670-1788

100 consolarem os aflitos e os desanimados em espírito, a apoiarem os pobres e a fortalecerem os inseguros na fé159. Envidou muito esforço e tomou muitas medidas diplomáticas para – sem desacreditar o decreto de instituição do Bispo Święcicki, o que poderia ofendê-lo – discretamente apontar aos marianos a obrigação do apostolado. Já em Norma vitae enfatizava: “No entanto, não será proibido àqueles que sejam dotados desse tipo de aptidões ajudar humildemente aos párocos nos trabalhos da igreja [...], visto que não vos é adequada uma vida contemplativa tão severa”160. Pela primeira vez aparece aqui o terceiro objetivo da congregação: prestar ajuda aos párocos. Desde 1692 já funciona a definição de que os marianos prestam ajuda às almas do purgatório, bem como proporcionam apoio aos párocos. No pedido encaminhado pelo Padre Papczyński à Santa Sé em 1692 os marianos são chamados de congregação que surgiu “para o sufrágio das almas dos fiéis falecidos desprovidas de apoio e para a ajuda aos párocos na pastoral”. Na legislação relacionada com os marianos manifesta-se com cada vez mais força o elemento apostólico. Seguindo o exemplo do Padre Estanislau, com o correr do tempo os marianos envolviam-se cada vez mais em trabalhos pastorais e missionários161. Três testemunhos preservados dos anos 1690, 1692 e 1699 transmitem-nos valiosas informações a respeito do trabalho missionário dos marianos de então em dois núcleos nos limites orientais da Polônia162. O melhor testemunho a respeito do trabalho deles foi deixado pelo Bispo Jerônimo Wierzbowski em sua carta de intercessão encaminhada em 1699 à Santa Sé163. Em palavras extremamente elogiosas ele mencionou os méritos dos marianos, que diligentemente trabalhavam não apenas na extensa diocese de Poznań, mas também em outras partes do Reino, especialmente em meio ao povo simples, que desconhecia as verdades da fé, dizendo que eram necessários e muito úteis, assinalando ainda que eram “dotados de ciência, de virtudes e de uma vida exemplar”164. O documento acima, a enfatizar os méritos do Padre Papczyński na formação da congregação e na santificação dos seus membros, destaca de for159 Navikevicius, p. 189. 160 S. Papczyński, Reguła życia, I, 3, in: Pisma zebrane, p. 47. 161 Ide, Reguła życia, I, nota 33, w: Pisma zebrane, p. 47. 162 Cf. o capítulo As fundações perdidas dos tempos do Padre Papczynski, p. 61 e ss. 163 Positio, Papczyński, pp. 522- 525. No dia 11.3.1699 o Bispo Jerônimo Wierzbowski foi nomeado administrador da diocese de Poznań. Ele conheceu muito de perto tanto o Pe. Papczyński como outros marianos. Apoiou a congregação na obtenção da apro ação pontifícia. 164 Ibidem, p. 525.

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